PGR pede que STF envie inquéritos de Lulinha à primeira instância

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que os inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sejam enviados à primeira instância. Lulinha é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está em campanha para reeleição.
No pedido, a PGR considerou que, nas investigações sobre suspeitas relacionadas à Dataprev e à oferta de medicamentos com canabidiol ao Ministério da Saúde, não há indícios de participação de pessoas com foro privilegiado. Por isso, sugeriu a transferência dos casos para a Justiça comum.
O órgão também afirmou que não há ligação entre esses inquéritos e a Operação Sem Desconto, que apura irregularidades em descontos associativos no INSS. Esse processo continua no STF por envolver parlamentares, que têm foro especial.
Lulinha é alvo de apuração por suposto tráfico de influência, suspeito de facilitar o acesso da lobista Roberta Luchsinger ao governo federal. Roberta já atuou com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, preso sob suspeita de desviar recursos do INSS.
Segundo a apuração, Roberta recebeu R$ 1,5 milhão de Careca do INSS, em cinco pagamentos de R$ 300 mil, para intermediar a venda de canabidiol ao Ministério da Saúde e incluir o produto no SUS. Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, recebeu de Roberta um rascunho de contrato para comercializar o medicamento com o Ministério.
Principais informações
- PGR solicita envio de inquéritos de Lulinha à primeira instância.
- Casos de Dataprev e canabidiol não têm indícios de foro privilegiado.
- Inquérito sobre INSS permanece no STF por envolver parlamentares.
- Lulinha é suspeito de tráfico de influência com lobista Roberta Luchsinger.
- Roberta recebeu R$ 1,5 milhão para intermediar venda de canabidiol.

