Flávio Bolsonaro pergunta se governo Lula é ‘genocida’ após dados de mortes Yanomami

Flávio Bolsonaro pergunta se governo Lula é 'genocida' após dados de mortes Yanomami

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, compartilhou na sexta-feira, 21, no X, uma reportagem da revista Veja sobre mortes de indígenas na Terra Yanomami e perguntou: “Já pode chamar de genocida?”

A reportagem aponta que, entre 2023 e 2025, 1.121 indígenas morreram no território, conforme dados do Ministério da Saúde enviados ao Congresso. O número é maior que os 951 óbitos registrados no mesmo intervalo da gestão anterior.

A expressão usada por Flávio remete às críticas feitas ao seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a pandemia de covid-19, quando opositores usaram o mesmo termo contra ele.

A mesma reportagem informa que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, procurou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, para uma missão conjunta ao território Yanomami com o objetivo de monitorar a situação.

Em nota enviada à revista, o governo Lula contestou a publicação e chamou a divulgação de “grave”, afirmando que as análises são inverídicas e baseadas em dados fora de contexto.

O Executivo afirma que, entre 2019 e 2022, houve piora na assistência à saúde, subnotificação de doenças e mortes e fechamento ou destruição de unidades, deixando comunidades sem atendimento. Desde 2023, a gestão diz ter ampliado o atendimento, intensificado diagnósticos e reforçado a vigilância epidemiológica.

O governo acrescenta que as mortes de indígenas caíram 29,5% na comparação entre o primeiro semestre de 2023 e o mesmo período de 2026, passando de 224 para 158. Nesse intervalo, os óbitos por malária foram zerados, os por desnutrição caíram 75,7% e os por infecção respiratória aguda caíram 40,8%.

Principais informações

  • Flávio Bolsonaro publicou no X uma reportagem da Veja sobre mortes Yanomami e perguntou “Já pode chamar de genocida?”.
  • A Veja aponta 1.121 mortes de indígenas entre 2023 e 2025, ante 951 no mesmo período da gestão anterior.
  • O governo Lula classificou a divulgação como grave e disse que os dados estão fora de contexto.
  • O Executivo afirma que as mortes caíram 29,5% na comparação entre o primeiro semestre de 2023 e o de 2026.

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