Flávio Bolsonaro pede prisão de coordenador da Secom por fake news sobre Nossa Senhora Aparecida

O candidato à Presidência pelo PL e senador Flávio Bolsonaro (RJ) apresentou ao Ministério Público Eleitoral uma notícia-crime em que pede a prisão preventiva de George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
De acordo com a representação, o servidor compartilhou uma publicação que orientava internautas a continuar difundindo a falsa associação de Flávio Bolsonaro a uma suposta tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Esse conteúdo já havia sido declarado falso pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Além da prisão preventiva, a defesa do candidato pede a busca e apreensão do celular e do computador de George Marques e a preservação de seus registros nas redes sociais.
A ofensiva jurídica ocorreu após o TSE determinar a remoção das publicações sobre o tema das plataformas digitais. O ministro André Mendonça classificou como “notoriamente inverídico” o núcleo da narrativa segundo a qual Flávio ou sua família teria proposto, articulado, apoiado ou pretendido retirar de Nossa Senhora Aparecida a condição de Padroeira do Brasil. Na sexta-feira 25, Mendonça ordenou a remoção de publicações e medidas contra a replicação do conteúdo em X, Facebook, TikTok e YouTube.
A polêmica começou com o resgate do Projeto de Lei 2.623/2007, apresentado por outro parlamentar em época na qual Flávio Bolsonaro não integrava o Congresso Nacional. A proposta alterava a legislação referente ao feriado de 12 de outubro e foi arquivada pela Câmara em agosto de 2008. A GloboNews, que chegou a tratar do assunto em sua programação, corrigiu a informação depois e pediu desculpas ao vivo.
Segundo o documento enviado ao MPE, o ponto central da notícia-crime é a conduta do coordenador da Secom depois que a informação já havia sido desmentida e se tornado alvo de decisões da Justiça Eleitoral. Ele teria republicado em seu perfil conteúdo que incentivava a propagação da fake news mesmo ciente de que o TSE já a considerara falsa.
Nas redes sociais, Flávio Bolsonaro comemorou a decisão do tribunal e criticou a difusão do conteúdo falso. “TSE acaba de determinar que todos os perfis de esquerda removam as FAKE NEWS sobre Nossa Senhora Aparecida. O complexo industrial de mentira do pt implodiu! Estão todos expostos e vão responder na Justiça! A mentira se combate com a VERDADE!”, escreveu. Sobre a retratação da emissora, afirmou: “Globo News se retratando pela MENTIRA de que haveria um ‘movimento’ para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O projeto SEQUER EXISTE!”.
Principais informações
- Flávio Bolsonaro pede ao MPE a prisão preventiva de George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom da Presidência.
- A notícia-crime afirma que o servidor compartilhou publicação que incentivava a difusão de fake news sobre Nossa Senhora Aparecida.
- O TSE já havia declarado falso o conteúdo; o ministro André Mendonça o chamou de “notoriamente inverídico” e ordenou remoções em X, Facebook, TikTok e YouTube.
- A narrativa partiu do resgate do PL 2.623/2007, de outro parlamentar, arquivado pela Câmara em agosto de 2008, quando Flávio não era congressista.
- A defesa também pede busca e apreensão de dispositivos eletrônicos e preservação dos registros do servidor nas redes sociais.

