Flávio Bolsonaro diz que “El Salvador é pouco” e promete endurecer combate ao crime organizado

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta terça-feira (13), em São Paulo, que quem o considera radical na segurança pública "não viu nada ainda". A declaração foi dada em ato no qual o MDB formalizou apoio majoritário à sua candidatura.
Flávio disse estar conversando com Guilherme Derrite (PP), senador eleito por São Paulo e ex-secretário de Segurança Pública do estado, porque está achando que "El Salvador é pouco".
No discurso, o candidato detalhou medidas do programa de combate ao crime organizado e à violência. Entre elas estão a criação de mais de meio milhão de vagas em presídios, penas mais longas e castração química para estupradores e abusadores de mulheres e crianças.
Flávio também defendeu mudança na legislação para que o ladrão de celular tenha pena mínima de oito anos, fique preso e seja obrigado a trabalhar "para dar valor a como é difícil comprar um celular".
O posicionamento retoma a linha defendida ao longo da campanha, inspirada no modelo de Nayib Bukele em El Salvador, incluindo o megapresídio Cecot. A proposta prevê a construção de unidades de segurança máxima e o endurecimento penal, agora apresentado de forma mais enfática.
O evento foi articulado com o governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), e reuniu lideranças do partido. O presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), anunciou a adesão de 17 dos 27 diretórios estaduais à candidatura de Flávio.
Os diretórios que declararam apoio são os de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Goiás, Amapá, Acre, Tocantins, Roraima, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Distrito Federal.
Outros 10 diretórios, concentrados no Norte e no Nordeste, declararam apoio a Lula (PT). Baleia Rossi justificou a decisão citando o "desejo de mudança" expresso nas urnas no primeiro turno e o desejo de que Flávio "repita a gestão" de Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas.
Flávio classificou o alinhamento como "programático". Afirmou ainda que será "tão defensor da democracia" que "nunca se viu na história um presidente da República defender mais as instituições", pois "as instituições são os pilares da nossa democracia".
Pela manhã, o candidato visitou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília, onde ele cumpre prisão domiciliar. Segundo Flávio, o reencontro deu "motivação" e "uma energia ainda maior" para a campanha.
Ele também confirmou que não participará do debate marcado para este domingo (18) e que avaliará a presença no debate da TV Globo, no dia 23.
Principais informações
- Flávio Bolsonaro disse em São Paulo que quem o vê como radical na segurança "não viu nada ainda"
- Ele afirmou que conversa com Guilherme Derrite porque está achando que "El Salvador é pouco"
- Entre as propostas estão mais de meio milhão de vagas em presídios e castração química para estupradores e abusadores
- O MDB formalizou apoio majoritário, com 17 dos 27 diretórios estaduais; outros 10 declararam apoio a Lula
- O candidato confirmou que não vai ao debate de domingo (18) e avaliará o da TV Globo, no dia 23

