Flávio Bolsonaro cita mortes de yanomamis e pergunta a Lula: ‘Já pode chamar de genocida?’

Flávio Bolsonaro cita mortes de yanomamis e pergunta a Lula: 'Já pode chamar de genocida?'

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou na sexta-feira, 21 de agosto, no X, um print de reportagem da revista Veja sobre mortes de indígenas na Terra Yanomami e provocou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a pergunta "Já pode chamar de genocida?".

Segundo a reportagem, dados do Ministério da Saúde encaminhados ao Congresso Nacional apontam 1.121 mortes de indígenas na Terra Yanomami entre 2023 e 2025, contra 951 óbitos registrados entre 2019 e 2022, na gestão anterior.

Pré-candidato ao Planalto pelo PL, Flávio usa o termo "genocida" em referência às acusações feitas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de covid-19. Na postagem, ele busca apontar contradição no discurso de adversários políticos diante dos novos números.

A reportagem também revelou que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, procurou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, para organizar uma missão conjunta ao território Yanomami, com o objetivo de monitorar a situação no local.

Em nota enviada à Veja, o governo Lula rejeitou as conclusões e classificou como grave a divulgação de análises inverídicas baseadas em dados descontextualizados.

A gestão federal afirmou que o período entre 2019 e 2022 teve deterioração da assistência à saúde das comunidades yanomami, com subnotificação de doenças e mortes, além do fechamento e destruição de unidades de atendimento, o que deixou comunidades sem acesso a cuidados médicos.

O governo sustentou ainda que, desde 2023, houve expansão do atendimento, intensificação de diagnósticos e reforço da vigilância epidemiológica, medidas que teriam elevado o registro de casos e os números nos relatórios oficiais.

Principais informações

  • Flávio Bolsonaro provocou Lula após compartilhar dados de mortes na Terra Yanomami.
  • Reportagem aponta 1.121 mortes entre 2023 e 2025, ante 951 entre 2019 e 2022.
  • Edson Fachin e Damares Alves articulam missão conjunta ao território Yanomami.
  • Governo Lula nega análise e diz que números refletem maior registro de casos.

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