EUA oferecem até US$ 50 milhões por três líderes do Tren de Aragua

Os Estados Unidos passaram a oferecer até US$ 50 milhões, o equivalente a cerca de R$ 270 milhões, por informações que permitam capturar e condenar três líderes do Tren de Aragua. O Departamento de Estado divulgou a medida em coordenação com o FBI, a DEA e o Departamento de Justiça.
Para Washington, o Tren de Aragua é uma organização terrorista estrangeira. A facção venezuelana nasceu em presídios do país e depois ampliou sua atuação para outras nações do continente.
A maior quantia individual é de até US$ 20 milhões por dados sobre Yohan José Romero, o "Yohan Petrica". O valor anterior era de US$ 4 milhões. Investigações o apontam como principal líder do grupo, com envolvimento em narcotráfico, extorsão, homicídios e mineração ilegal de ouro na Venezuela.
A recompensa por Giovanni Vicente Mosquera Serrano, conhecido como "Giovanni" ou "El Viejo", subiu de US$ 5 milhões para até US$ 15 milhões. Ele integra a lista dos dez fugitivos mais procurados do FBI e é acusado de participar do tráfico internacional de cocaína e de coordenar ações do grupo nos Estados Unidos, na Colômbia e na América Central.
Juan Gabriel Rivas Núñez, o "Juancho", é o terceiro alvo. Por ele, os EUA pagam até US$ 15 milhões por informações que resultem em sua captura. Ele comanda as operações da facção na Venezuela.
No fim de julho, um tribunal federal do Distrito Sul do Texas apresentou acusações formais contra os três por conspiração para dar apoio material a uma organização terrorista estrangeira. Mosquera Serrano também é alvo de acusações ligadas ao tráfico internacional de cocaína.
A atuação do Tren de Aragua chegou ao Brasil. Relatórios de inteligência policial citados em levantamento do jornal O Globo apontam presença da facção em pelo menos três regiões brasileiras. De acordo com essas informações, o grupo opera rotas logísticas e fornece armas a organizações criminosas locais, como o Comando Vermelho.
Principais informações
- EUA oferecem até US$ 50 milhões por três líderes do Tren de Aragua.
- Yohan Petrica tem recompensa de até US$ 20 milhões, ante US$ 4 milhões.
- Giovanni Mosquera Serrano e Juancho têm recompensas de até US$ 15 milhões cada.
- Justiça federal no Texas acusou os três por conspiração para apoiar organização terrorista estrangeira.
- Relatórios citados pelo O Globo apontam presença da facção em ao menos três regiões do Brasil.

