Eleições de meio de mandato nos EUA renovam Congresso e testam desgaste dos presidentes

As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para a próxima terça-feira, 3, vão renovar os 435 assentos da Câmara dos Representantes e aproximadamente um terço das 100 cadeiras do Senado. O pleito costuma ser lido como um plebiscito sobre o desempenho do governo em exercício.
Deputados cumprem mandatos de dois anos, enquanto senadores permanecem seis anos no cargo, o que dá às duas Casas dinâmicas eleitorais distintas. Câmara e Senado funcionam no Capitólio, em Washington.
Para Donald Trump, cuja popularidade está em 37,9% segundo o On Point Politics, uma eventual mudança no controle de uma das Casas pode dificultar a aprovação de propostas legislativas e ampliar a capacidade de a oposição conduzir investigações parlamentares.
Perder cadeiras, porém, tem sido mais frequente do que ganhá-las. Desde 1970, o único governo cujo partido perdeu assentos nas duas Casas e ainda assim preservou a maioria em ambas foi o de Jimmy Carter, em 1978: os democratas recuaram 15 cadeiras na Câmara e três no Senado.
Em 2010, Barack Obama teve um revés de 63 cadeiras na Câmara e seis no Senado, mas os democratas mantiveram a maioria no Senado.
O republicano Richard Nixon, em 1970, perdeu 12 cadeiras na Câmara e ganhou duas no Senado. Em 1974, Gerald Ford amargou a perda de 48 assentos na Câmara e de cinco no Senado.
Ronald Reagan, em 1980, ficou com 26 cadeiras a menos na Câmara e uma a mais no Senado. Quatro anos depois, voltou a perder: cinco na Câmara e cinco no Senado.
No primeiro governo George H. W. Bush, em 1990, a perda foi de oito cadeiras na Câmara e uma no Senado. Bill Clinton, em 1994, perdeu 54 na Câmara e oito no Senado; em 1998, ganhou quatro cadeiras na Câmara e não perdeu nenhuma no Senado.
George W. Bush ganhou oito cadeiras na Câmara e duas no Senado em 2002. Em 2006, a queda foi grande: menos 30 deputados e menos seis senadores.
Com Obama, além do resultado de 2010, a base diminuiu novamente em 2014: 13 cadeiras na Câmara e nove no Senado.
Trump, em seu primeiro mandato, perdeu 41 cadeiras na Câmara em 2018, quando tinha popularidade de 43%, mas ganhou dois senadores. Já Joe Biden, que mantinha popularidade de 40% naquelas eleições de meio de mandato, teve perda de nove deputados e aumentou sua base em um senador.
Principais informações
- Eleições de 3 de novembro renovam 435 assentos da Câmara e cerca de um terço das 100 cadeiras do Senado
- Deputados têm mandato de dois anos; senadores, de seis
- Desde 1970, só o governo Carter, em 1978, perdeu cadeiras nas duas Casas e manteve a maioria em ambas
- Trump chega ao pleito com popularidade de 37,9%, segundo o On Point Politics
- Em 2010, Obama perdeu 63 cadeiras na Câmara e seis no Senado, mantendo a maioria no Senado

