Disputa ao Senado em Michigan opõe crítico de Israel ao republicano Mike Rogers

Disputa ao Senado em Michigan opõe crítico de Israel ao republicano Mike Rogers

A disputa pela vaga de Michigan no Senado dos Estados Unidos, na eleição de 3 de novembro, opõe o democrata Abdul El-Sayed, 42 anos, ao republicano Mike Rogers. O pleito é acompanhado com atenção especial por Israel.

Médico de ascendência egípcia, El-Sayed seria o primeiro senador muçulmano da história dos EUA. Em seus discursos, segundo o material, ele faz acusações de genocídio contra Israel, defende a suspensão da assistência militar americana ao país e não reconhece o direito de Israel de existir como Estado judeu.

Rogers presidiu a Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes e, em 2024, perdeu a eleição ao Senado por menos de 20 mil votos.

El-Sayed também encontra resistência no próprio partido. A deputada Haley Stevens, derrotada por ele nas primárias por cerca de um ponto percentual, cobrou que o rival condenasse uma propaganda que associava a ajuda dos EUA a Israel ao aumento dos preços dos alimentos. A campanha de El-Sayed apresentou Stevens como candidata do AIPAC, comitê de lobby favorável a Israel, e divulgou nota rejeitando seu apoio.

No domingo 1º, Stevens apareceu ao lado de Rogers e anunciou apoio ao republicano, decisão que, segundo o material, provavelmente encerrará sua carreira política.

A maioria das pesquisas indica vitória de El-Sayed. Se eleito, Israel teria um opositor declarado no Senado pelos próximos seis anos.

No Texas, o democrata James Talarico, 37 anos, deputado estadual, é apresentado como contraponto moderado a Michigan. Ex-professor e estudante de teologia cristã, ele baseia seu discurso na fé e adota moderação em temas como pessoas transgênero e política energética. Seu adversário é o procurador-geral Ken Paxton, 63 anos, nascido em Dakota do Norte e defensor do movimento MAGA, de Trump.

Outras disputas ao Senado também aparecem competitivas em estados tradicionalmente republicanos. Na Carolina do Sul, Darline Graham, irmã do senador Lindsey Graham, enfrenta a democrata Annie Andrews, com pesquisas equilibradas. Em Iowa, Ashley Hinson e Josh Turek disputam a cadeira deixada por Joni Ernst, em meio a preocupações de agricultores com combustíveis e tarifas. No Alasca, o senador Dan Sullivan concorre contra Mary Peltola e tem um adversário homônimo independente, suspeito de confundir eleitores, acusação negada. No Maine, Susan Collins disputa reeleição contra Troy Jackson; em Ohio, Sherrod Brown enfrenta Jon Husted; no Kansas, Roger Marshall concorre com o reverendo Adam Hamilton.

Levantamentos divulgados às vésperas da votação mostram disputas acirradas. A Decision Desk HQ aponta 84% de chance de os democratas conquistarem a Câmara e 64% de assumirem o Senado; o analista da CNN Harry Enten projeta 92% e 71%. A Fox News vê o Senado equilibrado, dependente de sete eleições decisivas. Conforme o material, Trump teme que uma onda democrata permita bloquear projetos, reduzir financiamentos e convocar auxiliares para audiências, além de travar nomeações, inclusive para a Suprema Corte.

Principais informações

  • Abdul El-Sayed, 42, médico de ascendência egípcia, disputa a vaga de Michigan pelo Partido Democrata e seria o primeiro senador muçulmano dos EUA
  • Ele critica Israel por genocídio, defende suspender a ajuda militar americana e não reconhece Israel como Estado judeu
  • O rival republicano Mike Rogers é ex-presidente da Comissão de Inteligência da Câmara e perdeu a eleição ao Senado em 2024 por menos de 20 mil votos
  • A deputada Haley Stevens, derrotada nas primárias, anunciou apoio a Rogers no domingo 1º
  • Pesquisas apontam favoritismo de El-Sayed, e projeções indicam vantagem democrata na Câmara e no Senado

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