Dilma Rousseff explica ‘estocar vento’ e diz que tecnologia é usada na China

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) explicou, em entrevista ao site Opera Mundi, a expressão "estocar vento", que ela usou em um discurso na Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro de 2015 e que na época virou meme nas redes sociais. Segundo ela, a frase se referia ao armazenamento de energia renovável, tecnologia que já opera em escala comercial em outros países, como a China.
Dilma afirmou que o termo não diz respeito ao armazenamento da massa de ar, mas da carga produzida pelas turbinas. O movimento das hélices aciona geradores, que convertem a força do deslocamento em eletricidade.
Como as matrizes solar e eólica oscilam ao longo do dia, a oferta de energia varia. Quando uma usina gera mais do que a rede consome, o excedente é enviado a baterias de grande porte, que retêm essa carga e a devolvem ao sistema nos horários de pico ou em períodos de estiagem e calmaria.
De acordo com a ex-presidente, esse mecanismo estabiliza a rede elétrica e evita apagões, pois substitui o acionamento de usinas termelétricas caras nos momentos de maior consumo pela energia que ficou retida nas células.
A chinesa CATL, maior fabricante de baterias do mundo, aplica a tecnologia em projetos reais, como o complexo de Haixi, que combina usinas eólicas, solares e baterias, e a estação de Jinjiang, que usa baterias de íons de lítio para armazenar energia e liberá-la na rede conforme a demanda.
O setor elétrico global trata o armazenamento de carga como prioridade na transição energética, já que países com matrizes baseadas em fontes renováveis precisam desses sistemas para equilibrar a intermitência natural da geração.
Principais informações
- Dilma Rousseff disse que a expressão "estocar vento", usada na ONU em 2015, se referia ao armazenamento de energia renovável.
- Segundo ela, a tecnologia não guarda a massa de ar, mas a carga produzida pelas turbinas.
- O excedente gerado por usinas eólicas e solares é enviado a baterias de grande porte e devolvido à rede nos horários de pico.
- A chinesa CATL aplica o sistema nos complexos de Haixi e na estação de Jinjiang.

