Delegada do Pará e apontado como líder do PCC são presos em operação contra esquema milionário

Delegada Maria Virgínia Grimwood Pinto.

Maria Virgínia Grimwood Pinto foi detida em Brasília; Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão”, foi preso em Pernambuco. Investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.

A delegada da Polícia Civil do Pará, Maria Virgínia Grimwood Pinto, e Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordão” e apontado pelas autoridades como liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC), foram presos durante uma investigação sobre supostas ligações entre agentes públicos e integrantes da organização criminosa.

Segundo informações publicadas pelo portal Midiamax, a delegada é suspeita de receber R$ 50 mil para fornecer informações sigilosas e oferecer proteção a integrantes da facção. As suspeitas ainda dependem da apuração pelas autoridades competentes.

Prisões ocorreram em Brasília e Pernambuco

Maria Virgínia foi localizada em um hotel no Setor Hoteleiro Norte, em Brasília. Já Renato Henrique do Carmo foi preso em um resort de luxo em Porto de Galinhas, no litoral de Pernambuco.

De acordo com a reportagem do Midiamax, os investigadores também apuram um suposto relacionamento amoroso entre os dois. A possível relação teria sido identificada durante as diligências relacionadas ao caso.

Investigação apura movimentação de mais de R$ 14 milhões

O caso está relacionado à Operação Sinalagma, que investiga um suposto esquema de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. Segundo as informações divulgadas, o esquema investigado teria movimentado mais de R$ 14 milhões.

Renato Henrique já havia sido preso em janeiro de 2025, mas foi colocado em liberdade posteriormente, conforme a publicação.

As investigações também apontam possíveis irregularidades na movimentação de recursos financeiros e na utilização de estruturas empresariais para ocultar a origem ou a titularidade de valores.

Documentos e contas de terceiros estão sob investigação

Segundo a reportagem, os investigadores identificaram indícios de utilização de documentos falsos, empresas formalmente constituídas e contas bancárias de terceiros nas movimentações financeiras investigadas.

As análises também teriam identificado operações bancárias incompatíveis com a renda declarada pelos suspeitos. O rastreamento dos recursos contou com informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Caso segue sob investigação

A apuração busca esclarecer a eventual participação dos suspeitos nas atividades investigadas, identificar outros possíveis envolvidos e determinar a origem e o destino dos recursos financeiros.

As acusações contra os investigados ainda precisam ser analisadas no âmbito judicial. A prisão, por si só, não representa condenação, e os envolvidos têm direito à ampla defesa e à presunção de inocência.

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