Ipem-SP orienta sobre compra de fantasias e acessórios para o Halloween

O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) divulgou orientações para quem vai comprar fantasias e acessórios para o Halloween, comemorado em 31 de outubro. A data costuma elevar as vendas do comércio, sobretudo em lojas de artigos de fantasia, decoração temática, maquiagem e doces.
Nas fantasias, o consumidor deve conferir a composição têxtil informada na etiqueta, com o percentual de cada filamento usado na peça, como 70% algodão e 30% poliéster. O uso de nomes de marcas comerciais ou de termos em inglês, como nylon, popeline, lycra, lurex e rayon, é proibido. A etiqueta também precisa trazer a razão social ou a marca registrada do fabricante, o CNPJ, o país de origem, orientações de conservação e informações de tamanho ou dimensão. Esses dados ajudam a evitar alergias e riscos à saúde.
Brinquedos destinados ao público infantil devem apresentar o Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro e a classificação etária indicativa, o que atesta que o produto foi testado e não oferece riscos às crianças. No caso das máscaras, a recomendação é verificar se permitem boa ventilação e visibilidade, já que modelos mal ajustados ou com aberturas pequenas podem causar asfixia ou desconforto, especialmente entre crianças.
Para a decoração, luminárias e pisca-piscas devem ter o selo do Inmetro e ser instalados conforme as instruções do fabricante, o que reduz o risco de curtos-circuitos. O instituto também orienta a evitar materiais inflamáveis, como velas.
Produtos pré-medidos, como pacotes de balas e pirulitos consumidos na data, precisam declarar de forma clara, na parte principal da embalagem, a quantidade comercializada. O conteúdo nominal deve ser impresso em cor contrastante com o fundo para facilitar a leitura pelo consumidor.
Em compras a peso, o consumidor deve observar se a balança foi aprovada e verificada pelo Inmetro ou por órgãos delegados e se está lacrada. O equipamento precisa exibir o selo com a indicação "verificado até 2026 ou 2027". O Ipem-SP alerta para desconfiar de informações como peso e preço grafadas em inglês.
A orientação é evitar compras no comércio informal, que não oferece garantia de procedência. Fantasias e máscaras falsificadas ou produzidas em indústrias clandestinas podem não atender às condições mínimas de segurança, sobretudo quanto à toxicidade dos materiais, à presença de partes pequenas e de bordas cortantes. A fiscalização do comércio informal é atribuição da Polícia Federal, e não do Ipem-SP.
O instituto disponibiliza para download o Guia Prático de Consumo, com dicas sobre o que observar na compra de produtos embalados, têxteis e eletrodomésticos, além de orientações sobre itens que exigem o selo do Inmetro e sobre o uso de balanças em supermercados, padarias, açougues e outros estabelecimentos.
Principais informações
- Ipem-SP orienta consumidores sobre compras para o Halloween, em 31 de outubro
- Etiqueta de fantasia deve trazer composição têxtil com percentuais de cada filamento
- Brinquedos e itens de iluminação precisam ter o selo de conformidade do Inmetro
- Máscaras devem permitir boa ventilação e visibilidade
- Balanças comerciais devem estar verificadas, com selo válido até 2026 ou 2027

