Colar de R$ 2 milhões dado a Neymar leva polícia a rede de furto e lavagem com ouro

Colar de R$ 2 milhões dado a Neymar leva polícia a rede de furto e lavagem com ouro

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou a Operação Ouro Reverso para desarticular uma rede criminosa de furto, receptação e lavagem de dinheiro com ouro. A investigação teve como ponto de partida um colar avaliado em cerca de R$ 2 milhões, dado ao jogador Neymar pelo influenciador Buzeira durante um cruzeiro. Neymar não é investigado e não há indícios de participação dele no esquema.

Antes da joia virar pista, já havia uma apuração sobre Buzeira por possíveis irregularidades em rifas na internet. A repercussão do colar levou os investigadores a identificar o artesão Douglas Bonetti Rocha, conhecido como Jimmy, como o responsável por confeccionar a peça. Douglas foi ouvido em janeiro de 2024 e afirmou que compra ouro de diferentes fornecedores e também participa de leilões da Caixa Econômica Federal. A partir disso, a polícia abriu um inquérito específico para rastrear a origem do ouro, chegando a comerciantes suspeitos de receptar metais preciosos vindos de furtos e roubos.

A estrutura criminosa funcionava com três núcleos interligados. O primeiro era formado pelos executores, que cometiam os furtos e roubos de joias nas ruas, orientados por intermediários. O segundo reunia processadores, comerciantes e receptadores, que adulteravam o material e, em alguns casos, derretiam as peças para apagar rastros. O terceiro era composto pelos financiadores, responsáveis por lavar o dinheiro com empresas de fachada e depósitos fracionados.

A primeira fase da operação foi deflagrada em 7 de maio de 2025, com 21 mandados de busca e apreensão e uma prisão temporária. Foram apreendidos cerca de R$ 2,7 milhões em ouro e joias, além de R$ 157 mil em espécie. As ações ocorreram em São Paulo, Mogi das Cruzes, Ferraz de Vasconcelos, Mairiporã e Campinas. Em Ferraz de Vasconcelos, foi preso Rony Gonçalves, apontado como principal articulador na negociação de ouro roubado e integrante do esquema liderado por Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como Mainha do Ouro.

Na segunda-feira (24), a segunda etapa da operação prendeu quatro pessoas, fiscalizou 28 endereços e teve R$ 34,6 milhões em contas bancárias bloqueados pela Justiça. O alvo foi o chamado círculo de fogo, na região central da capital paulista, onde atuava o grupo responsável por derreter e adulterar joias roubadas antes de reinseri-las no mercado.

Principais informações

  • Colar de cerca de R$ 2 milhões dado a Neymar por Buzeira foi o ponto de partida da investigação.
  • Neymar não é investigado e não há indícios de envolvimento dele no esquema.
  • A operação mirou três núcleos: executores, processadores e financiadores da lavagem de ouro.
  • A primeira fase, em 7 de maio de 2025, apreendeu R$ 2,7 milhões em ouro e joias e R$ 157 mil em espécie.
  • A segunda fase, na segunda-feira (24), prendeu quatro pessoas e bloqueou R$ 34,6 milhões.

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