Candidatos do PT em MG ameaçam ir à Justiça contra distribuição do fundo eleitoral

Candidatos do PT em MG ameaçam ir à Justiça contra distribuição do fundo eleitoral

A Executiva Nacional do PT é alvo de contestação por candidatos do partido em Minas Gerais. Um grupo de 25 postulantes a deputado estadual e federal ameaça recorrer à Justiça contra a distribuição do fundo eleitoral, considerada injusta.

Os políticos se reuniram em Belo Horizonte e prepararam um manifesto contra os critérios adotados. O documento será entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à direção nacional do partido neste fim de semana, na capital mineira.

Caso a situação não seja resolvida, o grupo afirma que pretende pedir uma liminar no Judiciário. Entre as reivindicações está um piso de R$ 80 mil por candidatura. Ao todo, 11 candidatos a deputado estadual e 14 a deputado federal ficaram sem recursos do fundo.

O presidente do PT de Belo Horizonte e candidato a deputado estadual, Guima Jardim, afirmou ao portal Metrópoles que a definição dos valores surpreendeu os membros. Segundo ele, a Executiva Nacional não esclareceu os critérios usados na divisão.

A proposta do grupo estabelece o piso e sugere retirar 7% das verbas destinadas às faixas superiores para aumentar os repasses menores. 'A ideia é tirar um pouquinho de cima e redistribuir melhor a parte de baixo', disse Guima. Enquanto alguns candidatos recebem até R$ 2,4 milhões, outros ficam com R$ 10 mil ou nenhum recurso.

As candidaturas de Minas foram encaminhadas nos grupos G1, G2 e G3, mas a direção nacional criou um grupo G4, no qual estão as 25 candidaturas sem recursos. O grupo também teme impacto no tempo de propaganda na televisão e reivindica espaço para todas as candidaturas nas inserções partidárias.

Principais informações

  • 25 candidatos do PT em Minas Gerais ficaram sem recursos do fundo eleitoral.
  • Grupo exige piso de R$ 80 mil por candidatura.
  • Manifesto será entregue a Lula e à direção do PT em Belo Horizonte.
  • Candidatos ameaçam pedir liminar na Justiça se partido não resolver.
  • Guima Jardim critica falta de esclarecimento sobre critérios de divisão.

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