Campanha de Flávio Bolsonaro aponta 499 conteúdos apagados por Janones em canal pró-Lula

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência afirma ter identificado 499 conteúdos apagados pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) do canal de WhatsApp "Exército do Lula". Segundo a equipe do senador, essas exclusões explicariam por que os técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não localizaram as notícias falsas que motivaram um pedido de suspensão do canal. Até a manhã desta terça-feira (13), o canal reunia mais de 4 milhões de seguidores.
O levantamento foi apresentado em meio à disputa judicial sobre o funcionamento do grupo, usado para divulgar conteúdos favoráveis a Lula e contrários a Flávio Bolsonaro, que disputam o segundo turno da eleição presidencial.
De acordo com a campanha do candidato do PL, Janones publicava mensagens orientando os seguidores a compartilhar determinadas informações no WhatsApp e em outras redes sociais e, depois, apagava as publicações originais do canal.
Entre os conteúdos que teriam sido excluídos, conforme o levantamento, estavam acusações de crimes contra o ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, além de afirmações de que Flávio, caso eleito, reduziria aposentadorias e acabaria com benefícios sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O relatório reproduz uma mensagem de Janones aos integrantes do canal. Em 11 de outubro, o deputado escreveu que apagaria as publicações depois de orientar os seguidores a compartilhá-las: "Sempre que vocês cumprirem uma missão curta, como essa, eu vou deletar para não poluir aqui, ok? Essa matéria da página do [Luiz] Bacci já vou apagar". A campanha de Flávio sustenta que esse procedimento dificultou a análise das publicações pelas autoridades eleitorais. O documento reúne capturas de tela e registros de mensagens que, segundo a equipe do senador, demonstrariam as exclusões.
Na segunda-feira (12), a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE informou não ter identificado, nas publicações examinadas entre 2 e 11 de outubro, notícias falsas que justificassem a suspensão do canal. A análise técnica, no entanto, registrou práticas de mobilização coordenada e amplificação de conteúdos.
Principais informações
- Campanha de Flávio Bolsonaro diz ter identificado 499 conteúdos apagados por Janones no canal "Exército do Lula"
- Canal reunia mais de 4 milhões de seguidores até a manhã desta terça-feira (13)
- Segundo a equipe do senador, Janones orientava seguidores a compartilhar conteúdos e depois apagava as publicações originais
- Relatório cita acusações contra o ministro André Mendonça e afirmações sobre corte de aposentadorias e benefícios sociais
- TSE informou não ter encontrado notícias falsas que justificassem a suspensão do canal entre 2 e 11 de outubro

