Eliana Calmon cobra processo administrativo e afastamento cautelar de Moraes no STF

Eliana Calmon cobra processo administrativo e afastamento cautelar de Moraes no STF

A ex-ministra do Superior Tribunal de Justiça Eliana Calmon afirmou que o Supremo Tribunal Federal precisa tomar uma posição diante das revelações da Polícia Federal envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, sob o risco de perder a credibilidade como instituição. A declaração foi dada em entrevista ao programa Oeste Sem Filtro na quarta-feira, 2.

Na avaliação dela, os elementos levantados pela PF são detalhados e documentados, com muitos episódios e documentos, o que torna inviável ignorar o caso. Ela lembrou que informações sobre a situação já circulavam havia algum tempo, mas a divulgação de novos dados elevou a necessidade de uma apuração formal no STF.

Eliana Calmon, que também foi corregedora nacional de Justiça, ponderou que ainda não se trata de apontar culpados, pois os fatos precisam ser comprovados. Ela defendeu a instauração de um processo administrativo interno para investigar a conduta do magistrado, conduzido como uma sindicância e levado ao plenário. Além disso, sustentou que Moraes deveria ser afastado cautelarmente enquanto responde à investigação, para não continuar julgando processos.

A ex-ministra disse esperar que a primeira resposta institucional venha do presidente do STF, Edson Fachin. Em seguida, cada um dos demais ministros deveria se manifestar. Ela ainda criticou a manifestação pública já emitida sobre o caso, defendendo uma postura concreta e não apenas declaratória da Corte.

Principais informações

  • Eliana Calmon afirmou que o STF precisa responder às revelações da PF sobre Moraes e Vorcaro.
  • A ex-ministra defendeu processo administrativo interno e afastamento cautelar de Alexandre de Moraes.
  • Ela cobrou do presidente do STF, Edson Fachin, a primeira resposta institucional.
  • Calmon ponderou que os fatos ainda precisam ser comprovados, sem antecipar culpas.
  • Para ela, a Corte acabou como instituição de credibilidade se não tomar providências.

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