Justiça mantém vídeo de Rubinho Nunes com críticas a Lula e Haddad, mas suspende impulsionamento

A Justiça Eleitoral de São Paulo decidiu manter no ar um vídeo do vereador e candidato a deputado federal Rubinho Nunes (União Brasil) que critica o governo Lula e a reforma tributária de Fernando Haddad. A decisão liminar atendeu parcialmente o pedido da Coligação Desperta São Paulo, liderada pelo PT, e determinou apenas a suspensão do impulsionamento pago do conteúdo, em até 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 30 mil.
A coligação, formada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), Federação PSOL/Rede, PDT e PSB, havia pedido a remoção do vídeo das redes sociais, o bloqueio de novas promoções pagas e a suspensão de impulsionamentos, argumentando que a legislação eleitoral proíbe impulsionamento de conteúdo negativo contra adversários.
Publicado em 26 de agosto, o vídeo mostra Rubinho Nunes conversando com eleitores na Avenida Paulista. Durante a gravação, o candidato faz críticas ao governo Lula e questiona a reforma tributária associada a Haddad. Em um trecho, uma mulher afirma que Bolsonaro teria dito que nordestinos deveriam “comer capim”. Rubinho rebate exibindo manchete do Estadão que diz: “Vídeo em que Bolsonaro oferece capim a eleitores de Lula é de 2018 e não há menção a nordestinos”.
Outro eleitor pergunta se o Brasil poderia se tornar a quarta maior economia do mundo. Rubinho responde que sim, mas defende medidas como “cortar na carne”, reduzir ministérios e cargos, simplificação tributária e o fim da reforma de Haddad, que, segundo ele, “só arrebenta a vida de todo mundo”. Ele também defende o empreendedorismo e critica a condução econômica do governo Lula, encerrando com a apresentação do número de urna 4455.
A juíza auxiliar da propaganda Claudia Fonseca Fanucchi ressaltou que a decisão é provisória e não antecipa o julgamento de mérito. A análise definitiva ocorrerá após a defesa de Rubinho Nunes e a manifestação do Ministério Público Eleitoral. O processo pode abrir precedente para outras disputas envolvendo impulsionamento de conteúdo político nesta eleição.
Rubinho Nunes classificou a ação como tentativa de silenciar críticas. “Quando não conseguem responder à crítica, tentam silenciar quem critica. A Justiça não mandou apagar o vídeo e eu não vou deixar de falar o que penso sobre o governo Lula porque o PT se incomodou”, afirmou, garantindo que seguirá defendendo a redução do Estado, a simplificação tributária e a geração de empregos.
Principais informações
- Justiça Eleitoral mantém vídeo de Rubinho Nunes no ar, mas suspende impulsionamento pago.
- Coligação liderada pelo PT pedia remoção do conteúdo.
- Vídeo mostra críticas a Lula, à reforma de Haddad e cita manchete do Estadão sobre Bolsonaro.
- Juíza determinou multa de R$ 1 mil por dia em caso de descumprimento, limitada a R$ 30 mil.
- Rubinho diz que PT tenta silenciar críticas.

