Stephen Miller assume chefia de gabinete da Casa Branca e amplia atenção sobre o Brasil

Donald Trump anunciou Stephen Miller como novo chefe de gabinete da Casa Branca. Ele assume o posto nesta segunda-feira, 9, no lugar de Susie Wiles.
O anúncio colocou o nome de Miller no centro do debate político brasileiro por causa de suas proximidades pessoais. Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o novo chefe de gabinete conhece Filipe Martins desde o primeiro mandato de Trump e figura entre os contatos de Eduardo Bolsonaro na Casa Branca.
De acordo com o material publicado pela Sentido Horário, não há registro de que Miller tenha feito qualquer declaração pública sobre o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.
O anúncio ocorre num momento de atritos entre Washington e Brasília. Os Estados Unidos tarifaram produtos brasileiros, revogaram vistos de ministros do STF e aplicaram a Lei Magnitsky a Moraes. Segundo o jornal britânico The Guardian, o governo norte-americano também destinou verba a um projeto de combate ao lawfare e à censura no Brasil.
Quase duas semanas após o segundo turno, Washington ainda não reconheceu a vitória do candidato eleito. Trump limitou-se a afirmar que não tomou partido e que a prorrogação do horário de votação lhe pareceu "muito estranha".
O senador Flávio Bolsonaro deixou o país depois que Moraes determinou o recolhimento de seu passaporte e está nos Estados Unidos. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirma que Washington "não facilitou nada" na entrada dele em território americano.
Principais informações
- Stephen Miller substitui Susie Wiles como chefe de gabinete da Casa Branca e assume nesta segunda-feira, 9
- Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, Miller conhece Filipe Martins desde o primeiro mandato de Trump e está entre os contatos de Eduardo Bolsonaro na Casa Branca
- Não há registro de declarações públicas de Miller sobre Alexandre de Moraes
- Washington tarifou produtos brasileiros, revogou vistos de ministros do STF e aplicou a Lei Magnitsky a Moraes
- Quase duas semanas após o segundo turno, os EUA ainda não reconheceram a vitória do candidato eleito

