EUA dizem que negociações permitiram retorno de María Corina Machado à Venezuela

EUA dizem que negociações permitiram retorno de María Corina Machado à Venezuela

A Embaixada dos Estados Unidos em Caracas informou que as negociações de reconciliação política conduzidas por Washington permitiram o retorno da líder opositora María Corina Machado à Venezuela. Segundo a representação diplomática, as conversas também possibilitaram a libertação de centenas de presos políticos e a volta de centenas de opositores que estavam exilados.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, pediu respeito às liberdades políticas e apoio às negociações em andamento. Em publicação na rede social X nesta segunda-feira, 26, afirmou: “Essas conversas representam a melhor oportunidade que a Venezuela teve em trinta anos para alcançar pacificamente não apenas eleições livres e justas, mas também uma democracia duradoura”.

María Corina retornou ao país no domingo, 25, depois de quase um ano no exterior. A chegada foi anunciada pela própria opositora nas redes sociais: “Estou aqui, com vocês”.

Já em território venezuelano, ela visitou uma igreja no estado de Lara, onde participou de uma missa e se reuniu com apoiadores.

A líder opositora havia deixado a Venezuela em dezembro de 2025, após passar mais de um ano na clandestinidade para evitar a prisão. Desde então, tentou voltar ao país pelo menos sete vezes, sem sucesso.

Edmundo González, candidato à Presidência em 2024 com o apoio de María Corina, comemorou a chegada dela e manifestou a intenção de se reunir com a opositora.

O retorno ocorre em meio às negociações sobre a transição política no país, conduzidas pelo governo interino de Delcy Rodríguez com os Estados Unidos e setores da oposição. Delcy assumiu o comando do país depois da prisão de Nicolás Maduro por forças norte-americanas, em janeiro, e desde então seu governo negocia mudanças nas instituições eleitorais e judiciais com Washington.

O Vente Venezuela, partido de María Corina, não participa dessas conversas. A líder opositora defende a realização de eleições presidenciais até julho de 2027. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Delcy afirmaram que o país terá um novo pleito, mas ainda não estabeleceram uma data.

Principais informações

  • EUA atribuem a negociações de reconciliação o retorno de María Corina Machado à Venezuela
  • Segundo a embaixada americana, as conversas também liberaram centenas de presos políticos e permitiram a volta de exilados
  • Marco Rubio disse que as negociações são a melhor oportunidade em trinta anos para uma democracia duradoura no país
  • María Corina voltou no domingo, 25, após quase um ano fora e sete tentativas frustradas de retorno
  • O partido dela, Vente Venezuela, não participa das negociações sobre a transição política

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *