Crises da Braskem e das Casas Bahia geram alerta na campanha de reeleição de Lula

As dificuldades financeiras da Braskem e das Casas Bahia viraram motivo de preocupação para aliados do presidente Lula, que temem que a oposição use os casos para desgastar o governo durante a campanha de reeleição.
A Braskem, maior petroquímica da América Latina, protocolou pedido de recuperação extrajudicial para renegociar uma dívida de cerca de R$ 56 bilhões. A Petrobras, que detém 47% do capital votante da companhia, estabelece uma ligação direta entre a estatal e a crise.
A situação das Casas Bahia é vista como ainda mais delicada. O grupo entrou em recuperação judicial para reestruturar R$ 17,3 bilhões em dívidas. Pelo vínculo com milhões de consumidores e trabalhadores, a marca tem grande popularidade, e qualquer associação negativa pode ter efeito imediato na imagem do governo.
Segundo a jornalista Milena Teixeira, do Metrópoles, há o temor de que adversários políticos explorem os episódios para reforçar o argumento de que grandes empresas não conseguem prosperar na gestão atual, especialmente por causa dos juros elevados. A campanha de reeleição já monitora os desdobramentos e avalia medidas para reduzir possíveis danos eleitorais.
Principais informações
- Aliados de Lula veem risco eleitoral nas crises da Braskem e das Casas Bahia.
- Braskem protocolou recuperação extrajudicial para dívida de R$ 56 bilhões.
- Petrobras detém 47% do capital votante da Braskem.
- Casas Bahia entrou em recuperação judicial com dívidas de R$ 17,3 bilhões.
- Campanha monitora os casos para mitigar danos à percepção pública.

