Dólar volta a superar R$ 5 e Ibovespa recua 0,74% em sessão de ajuste

O dólar à vista voltou a ficar acima de R$ 5 nesta quarta-feira (7) e encerrou o dia cotado a R$ 5,016, alta de 0,83%, interrompendo dois pregões consecutivos de queda. O Ibovespa recuou 0,74%, aos 204.302,33 pontos. A sessão foi marcada por um movimento de ajuste, depois do rali registrado após o primeiro turno das eleições.
A moeda americana atingiu a máxima de R$ 5,017 na reta final dos negócios. Na sessão anterior, havia registrado a menor cotação em quase cinco meses. Nos dois pregões de queda que antecederam esta quarta-feira, o dólar havia acumulado baixa de 4,65%, e no acumulado da semana ainda registra recuo de 3,94%.
No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis divisas, subiu 0,36%, a 102,280, após alcançar a máxima de 102,499. Os investidores também acompanharam a trajetória dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos: a taxa dos papéis de dez anos chegou a 5,36%, maior nível em 24 anos, antes de recuar para a região de 5,28%. Juros altos em economias avançadas estimulam a saída de recursos de países emergentes, o que pressiona o dólar e a bolsa brasileira.
O Ibovespa oscilou entre a mínima de 204.176,12 pontos e a máxima de 206.877,47 pontos, com volume financeiro de R$ 57,2 bilhões antes dos ajustes finais. A queda desta quarta-feira interrompeu mais uma sessão de alta após o movimento de forte valorização posterior ao primeiro turno, mas o índice mantém ganhos de 9,64% no mês e de 26,8% no ano. Nos Estados Unidos, o S&P 500 caiu 0,22%.
Os preços do petróleo perderam força ao longo da tarde, mas o barril do tipo Brent para dezembro permaneceu acima de US$ 100, em meio a novas tensões no Oriente Médio. No mercado de juros americano, os investidores avaliaram a ata da reunião de setembro do Federal Reserve, quando a taxa básica do país foi elevada para a faixa de 3,75% a 4%. O documento mostrou divergências entre os dirigentes sobre os fundamentos da elevação dos juros e manteve a inflação entre os principais focos de atenção do banco central americano.
Principais informações
- Dólar à vista subiu 0,83% e fechou a R$ 5,016, após máxima de R$ 5,017
- Ibovespa caiu 0,74%, aos 204.302,33 pontos, mas acumula alta de 9,64% no mês e 26,8% no ano
- Taxa dos Treasuries de dez anos atingiu 5,36%, maior nível em 24 anos, antes de recuar para cerca de 5,28%
- Brent para dezembro permaneceu acima de US$ 100 por barril
- Ata do Fed de setembro mostrou divergências sobre a elevação dos juros, que ficaram na faixa de 3,75% a 4%

