Ufes tem 14 pesquisadores em lista de cientistas mais influentes do mundo feita por Stanford

Catorze pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) foram incluídos em um levantamento internacional da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, que reúne os cientistas de maior influência do mundo. O estudo considera tanto o volume de citações de trabalhos publicados em 2025 quanto o impacto acadêmico acumulado ao longo da carreira.
De acordo com a Ufes, treze dos pesquisadores aparecem no grupo de maior influência pelas citações registradas no ano anterior. Outros sete integram a listagem na categoria de impacto ao longo de toda a trajetória profissional, e seis nomes figuram nas duas classificações.
O ranking usa dados da base Scopus, da editora Elsevier, para identificar os cientistas com maior repercussão global. Os trabalhos avaliados abrangem áreas que vão de avanços em saúde e meio ambiente a desenvolvimentos em tecnologia, Física e Química.
A metodologia de Stanford, aplicada anualmente, separa o impacto imediato, medido pelas citações em artigos publicados no ano corrente, do impacto histórico, que analisa a relevância da produção ao longo de toda a vida profissional do pesquisador.
Entre os destaques está o médico José Geraldo Mill, que atua há mais de 30 anos no estudo de doenças crônicas como hipertensão arterial, diabetes, obesidade, dislipidemias e problemas renais, incluindo pesquisas com populações indígenas e quilombolas.
Na Física, o professor Júlio Fabris também aparece na lista. Sua trajetória começou na década de 1970 e passou por campos como magnetismo e propriedades da matéria até chegar à Física Teórica e à cosmologia, área dedicada ao estudo do Universo.
Na categoria de citações em 2025, a relação inclui André Renato Sales Amaral (Matemática Aplicada), Anselmo Frizera (Engenharia Elétrica), António Varandas (Física), Arnaldo Leal Júnior (Engenharia Mecânica), Celso Azevedo (Ciências Biológicas), Luciane Salaroli (Nutrição), Luís Carlos Lopes Júnior (Enfermagem), Luiz Carlos de Abreu (Educação Integrada em Saúde), Renato Krohling (Engenharia de Produção) e Wanderson Romão (Química).
Já na categoria de impacto ao longo da carreira figuram, além de Arnaldo Leal Júnior e Celso Azevedo, Marcos Benedito de Freitas (Química) e o professor visitante Winfried Zimdahl (Física). Alguns pesquisadores mantêm vínculos internacionais com instituições na Irlanda e na Rússia, caso de Luiz Carlos de Abreu e de Júlio Fabris, respectivamente, por causa de projetos de pesquisa expandidos.
O reitor da Ufes, Eustáquio de Castro, afirmou que a presença dos pesquisadores no ranking demonstra a relevância da produção científica desenvolvida no Espírito Santo. Segundo ele, ter pesquisadores de nível internacional é importante para a universidade e para o fortalecimento do Estado.
A instituição destacou ainda que o desempenho dos 14 cientistas exemplifica a contribuição da universidade para o enfrentamento de problemas sociais, especialmente em um cenário de disseminação de informações falsas e de negacionismo científico.
Principais informações
- Catorze pesquisadores da Ufes estão na lista de cientistas mais influentes elaborada pela Universidade de Stanford.
- Treze nomes se destacam pelas citações em 2025 e sete pelo impacto ao longo da carreira; seis aparecem nas duas categorias.
- O ranking usa dados da base Scopus, da editora Elsevier, e abrange áreas como saúde, meio ambiente, tecnologia, Física e Química.
- Entre os citados estão o médico José Geraldo Mill, que pesquisa doenças crônicas, e o físico Júlio Fabris, que atua em cosmologia.
- O reitor Eustáquio de Castro diz que a presença no ranking mostra a relevância da produção científica do Espírito Santo.

