Ucrânia e Rússia trocam 270 prisioneiros de cada lado após conversas com os EUA

Ucrânia e Rússia trocam 270 prisioneiros de cada lado após conversas com os EUA

A Rússia e a Ucrânia realizaram nesta sexta-feira, 23, uma troca de 270 prisioneiros de guerra de cada lado, segundo informações da agência Reuters. A operação ocorreu dias depois de conversas entre as partes e negociadores dos Estados Unidos, realizadas no início da semana.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou o retorno de 270 pessoas ao país, entre elas nove civis. Segundo ele, a maioria dos militares libertados estava em cativeiro desde 2022, ano em que a Rússia iniciou a invasão em larga escala do território ucraniano. O presidente afirmou que o governo continuará trabalhando para localizar e trazer de volta os demais prisioneiros.

De acordo com Zelensky, integram o grupo de libertados membros da Guarda Nacional, incluindo combatentes do Azov, guardas de fronteira, integrantes das Forças de Defesa Territorial, da Marinha, das Forças Terrestres, das Forças de Assalto Aerotransportadas e do Serviço Estatal de Transporte Especial. A maior parte dos militares defendeu a Ucrânia em Mariupol, e também retornam combatentes dos setores de Donetsk, Luhansk, Kharkiv, Zaporizhzhia, Kherson, Kyiv, Mykolaiv e Chernihiv. Segundo o presidente, muitos foram condenados ilegalmente na Rússia.

Entre os libertados estão cinco ucranianos que sobreviveram ao ataque à prisão de Olenivka, em julho de 2022, que matou dezenas de prisioneiros mantidos na instalação, localizada em território controlado pelo Kremlin.

O Ministério da Defesa russo informou que os militares libertados estão na Belarus. Eles receberão assistência médica e psicológica antes de seguir para a Rússia, onde passarão por novos atendimentos e por reabilitação.

A comissária russa para os direitos humanos, Yana Lantratova, afirmou que a Ucrânia devolveu também sete civis russos. Segundo ela, algumas pessoas enfrentavam dificuldades para retornar às famílias por problemas com documentos, falta de recursos financeiros ou distância dos parentes.

As autoridades dos dois países relataram ainda a reunião de famílias separadas pela guerra. O comissário ucraniano para os direitos humanos, Dmytro Lubinets, informou que sete ucranianos retornaram a áreas sob controle de Kiev e que sete pessoas seguiram para a Rússia em uma iniciativa de reunificação familiar apoiada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

A libertação de prisioneiros é uma das poucas áreas em que Moscou e Kiev mantêm contatos periódicos desde o início da guerra, em fevereiro de 2022. Os dois países já realizaram diversas operações de troca, embora continuem em conflito. A troca de maior porte mais recente havia ocorrido em 19 de agosto, quando 103 ucranianos voltaram para casa, e mais dez pessoas foram libertadas posteriormente naquele mês.

Principais informações

  • Rússia e Ucrânia trocaram 270 prisioneiros de cada lado nesta sexta-feira, 23
  • A troca ocorreu após conversas com negociadores dos Estados Unidos no início da semana
  • Zelensky confirmou o retorno de 270 pessoas, incluindo nove civis
  • A maioria dos militares ucranianos libertados estava em cativeiro desde 2022
  • O Ministério da Defesa russo informou que os militares libertados estão na Belarus, onde receberão assistência médica e psicológica

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