Trump culpa Irã por alta do petróleo e chama regime de ‘perverso’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a Truth Social, sua própria rede social, nesta quinta-feira, 22, para responsabilizar o Irã pela disparada do petróleo e atacar o regime iraniano. Na mensagem, ele afirma que o país tenta elevar os preços do combustível às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA, marcadas para 3 de novembro.
Nas midterms, os norte-americanos renovam as 435 cadeiras da Câmara dos Deputados e 35 dos 100 assentos do Senado. O pleito é considerado crucial para o restante do mandato de Trump, que enfrenta elevado índice de desaprovação. Pesquisas citadas na publicação indicam avanço do Partido Democrata, de oposição, sobre o Partido Republicano na preferência do eleitorado.
Trump escreveu que "o Irã está fazendo todo o possível para elevar o preço do petróleo antes das eleições de meio de mandato nos EUA" e afirmou que o país inventa ataques falsos e uso de minas. Segundo ele, o volume de petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz é hoje maior do que antes do início do conflito.
O presidente americano disse ainda que os iranianos "continuam matando manifestantes e qualquer outra pessoa que cruze o seu caminho" e falou em 75 mil manifestantes mortos em menos de sete meses. Ele classificou o regime como "perverso" e afirmou que o mundo e o Partido Democrata parecem não se importar. Na mesma mensagem, repetiu que o Irã jamais poderá ter uma arma nuclear.
No mercado, os preços internacionais do petróleo avançaram ao maior nível desde maio, em meio à escalada no Oriente Médio e a novos ataques dos houthis contra a Arábia Saudita. Investidores temem que o agravamento das tensões na principal região exportadora do mundo provoque novas interrupções no fornecimento.
Na quarta-feira, 21, os houthis realizaram ataques contra diversos alvos na Arábia Saudita. Ao menos uma pessoa morreu e outras oito ficaram feridas em ações contra um aeroporto de Dammam, e outras duas morreram em um ataque com drone a um campo petrolífero.
O grupo reivindicou a autoria de ataques ao porto de Yanbu, no Mar Vermelho, a um campo de petróleo e a um aeroporto saudita. A Arábia Saudita é o maior exportador de petróleo do mundo e aparece na segunda ou na terceira posição do ranking de produção, dependendo do trimestre, atrás dos EUA e, por vezes, da Rússia.
Os houthis são um grupo armado muçulmano xiita que controla a maior parte do Iêmen, incluindo a capital, Sana. Oficialmente chamado de Ansar Allah (Partidários de Deus), o movimento homenageia seu fundador, Hussein al-Houthi, e é apoiado pelo Irã.
A guerra no Oriente Médio, que envolve tropas norte-americanas e iranianas, dura quase nove meses e gera preocupação nos mercados com eventuais interrupções nos fluxos do Estreito de Ormuz. O canal marítimo fica entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos e concentra cerca de 20% a 30% do petróleo mundial, além de grande parte do gás natural liquefeito.
Principais informações
- Trump acusou o Irã de tentar elevar o preço do petróleo antes das eleições de meio de mandato nos EUA, em 3 de novembro.
- Ele chamou o regime iraniano de "perverso" e disse que o país jamais poderá ter uma arma nuclear.
- As midterms renovam as 435 cadeiras da Câmara e 35 dos 100 assentos do Senado.
- Os preços do petróleo subiram ao maior nível desde maio após novos ataques dos houthis à Arábia Saudita.
- Ataques a um aeroporto de Dammam e a um campo petrolífero deixaram ao menos três mortos e oito feridos.

