Suplentes de Marina e Tebet podem levar PT e Psol ao Senado por São Paulo

A eventual vitória de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) nas eleições ao Senado por São Paulo pode beneficiar PT e Psol. As duas candidatas têm como primeiros suplentes nomes ligados aos partidos que apoiam Fernando Haddad (PT) no governo estadual.
Na chapa de Tebet, o primeiro suplente é Laio Correia Morais (PT), advogado e ex-chefe de gabinete de Haddad no Ministério da Fazenda. Já na de Marina, está Djalma Nery (Psol), vereador de São Carlos e o candidato mais votado do município nas eleições de 2020 e 2024.
O cenário ganha importância diante da possibilidade de Marina e Tebet serem nomeadas ministras em um eventual novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse caso, os suplentes poderiam assumir temporariamente as vagas no Senado enquanto as titulares estivessem afastadas para atuar no Executivo.
Na prática, eleitores que votarem em Marina e Simone poderiam, nesse cenário, resultar na presença de um senador do Psol e outro do PT na bancada paulista durante o período de licença das titulares.
As segundas suplências ficaram com o PDT. Marcelo Barbieri, ex-prefeito de Araraquara, compõe a chapa de Simone; Antonio Neto, dirigente sindical, é o segundo suplente de Marina.
A distribuição das suplências foi definida em negociação entre os partidos da aliança de Haddad. O PDT havia ameaçado lançar candidatura própria ao Senado para não ficar de fora, o que poderia dividir votos do campo de esquerda. O impasse terminou com o partido mantendo as duas segundas suplências, enquanto PT e Psol ficaram com as primeiras vagas.
Principais informações
- Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) concorrem ao Senado por São Paulo.
- Primeiros suplentes: Djalma Nery (Psol) para Marina e Laio Correia Morais (PT) para Tebet.
- Se eleitas e nomeadas ministras, suplentes assumem temporariamente as cadeiras.
- PDT ficou com as segundas suplências após ameaçar candidatura própria.
- Negociação envolveu partidos da aliança de Fernando Haddad.

