Senador Carlos Viana inicia coleta de assinaturas para CPMI que investigará Lulinha

O senador Carlos Viana (PSD-MG) começou a recolher assinaturas de deputados e senadores na quinta-feira (20) para criar uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é apurar a suposta intermediação de interesses privados junto a órgãos e agentes do Poder Executivo federal.
O requerimento destaca tratativas relacionadas à comercialização, fornecimento ou incorporação de medicamentos à base de canabidiol, com envolvimento de Roberta Moreira Luchsinger, Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, empresas e outros intermediários.
Viana presidiu a CPMI que investigou fraudes no INSS e afirma que surgiram novos desdobramentos sobre Lulinha, que já havia sido alvo de pedidos de indiciamento naquela comissão. O relatório final dos trabalhos, apresentado em março pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), foi rejeitado pelo colegiado.
Na justificativa do requerimento, o senador lista pontos a esclarecer: a participação de cada envolvido, as empresas e interesses econômicos representados, eventuais pagamentos ou promessas de vantagens, quais órgãos e autoridades foram procurados, reuniões e comunicações ocorridas, propostas apresentadas ao Executivo e possível uso indevido de relações pessoais ou acesso privilegiado à estrutura do governo.
A instalação da CPMI depende de pelo menos 171 assinaturas de deputados federais e 27 de senadores, um terço de cada Casa. Ainda que o quórum seja atingido, a decisão final caberá ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP).
Principais informações
- Senador Carlos Viana (PSD-MG) iniciou coleta de assinaturas para CPMI sobre Lulinha na quinta-feira (20).
- Investigação mira suposta intermediação de interesses privados junto ao Executivo federal.
- Foco inclui tratativas envolvendo medicamentos à base de canabidiol.
- CPMI do INSS, presidida por Viana, teve relatório rejeitado pelo colegiado.
- Necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores; decisão final é de Davi Alcolumbre.

