PF recupera mensagens que ligam “Sicário” à derrubada de notícias sobre contrato de esposa de Moraes

Os diálogos recuperados pela Polícia Federal indicam que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, operava a pedido do banqueiro Daniel Vorcaro para remover do ar reportagens que mencionavam o ministro Alexandre de Moraes, do STF. Entre os alvos estavam matérias sobre o contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do magistrado.
O caso consta de um relatório da PF encaminhado ao STF. No documento, os investigadores registram que serão apresentadas solicitações feitas por Daniel Vorcaro para que notícias relacionadas a Alexandre de Moraes fossem retiradas do ar. As conversas aconteceram pelo WhatsApp e foram recuperadas durante as investigações.
Em 14 de abril de 2025, Mourão avisou Vorcaro: “Mais dois links derrubados”. Segundo a PF, uma das publicações removidas tratava do contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane; a outra, da tentativa fracassada de aquisição do Master pelo BRB.
No dia 18 de abril, outras duas reportagens saíram do ar, uma sobre o mesmo contrato e outra sobre a “ostentação” de Daniel Vorcaro. Já em 25 de abril, Sicário escreveu “Mestre, links derrubados hoje” e enviou dois endereços eletrônicos, um deles referente à atuação do escritório de Viviane na representação jurídica do Banco Master em ações judiciais.
As mensagens mostram que, após derrubar os links, Sicário prestava contas diretamente a Vorcaro. Mourão trabalhava para o banqueiro e, conforme as conversas apreendidas, monitorava e providenciava a remoção sistemática de conteúdos que pudessem prejudicar Vorcaro ou o ministro do STF.
Principais informações
- Mensagens recuperadas pela PF mostram atuação de “Sicário” para remover notícias sobre Alexandre de Moraes.
- O trabalho era feito a pedido do banqueiro Daniel Vorcaro, segundo os diálogos.
- Entre os links derrubados estavam reportagens sobre contrato de R$ 129 milhões entre Banco Master e escritório de Viviane Barci de Moraes.
- As remoções citadas ocorreram em abril de 2025 e foram relatadas pela PF ao STF.

