María Corina Machado cobra data para eleições na Venezuela e fala em “data da libertação”

A líder opositora venezuelana María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, cobrou a definição de uma data para as eleições presidenciais na Venezuela e associou a votação à liberdade do país. Em entrevista ao jornal O Globo, na Cidade do Panamá, ela afirmou que, para os venezuelanos, a data do pleito representa "a data de sua libertação".
Machado pediu rapidez nas negociações. "Que estabeleçam uma data para as eleições. É só isso que precisam fazer, e rapidamente", declarou.
Ela também cobrou a nomeação de um Conselho Nacional Eleitoral conforme a Constituição venezuelana, com integrantes íntegros e sem vínculos políticos, e defendeu o mesmo critério para o Tribunal Supremo de Justiça.
Questionada sobre a possibilidade de não haver eleições em 2027, citou as dificuldades da população: "Como você explica a uma mãe que não consegue dar comida aos filhos nesta noite que ela precisa ter mais paciência?"
A opositora prepara a oitava tentativa de retornar à Venezuela. Segundo ela, o retorno busca impulsionar um "grande acordo nacional", com participação da sociedade na construção da transição democrática.
Machado disse dispor de propostas, planos e equipes para trabalhar imediatamente. Na avaliação dela, a recuperação democrática pode reduzir a pressão migratória, favorecer o retorno de venezuelanos e atrair investimentos.
Apesar da prisão de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, ela afirmou que a estrutura de poder permanece. "Maduro saiu, mas a estrutura continua ali", disse.
Machado também responsabilizou a presidente interina do país, Delcy Rodríguez, pela crise e questionou a capacidade dos atuais governantes de conduzirem a recuperação do país.
Principais informações
- María Corina Machado cobrou rapidez na definição da data das eleições presidenciais venezuelanas.
- Ela associou a votação à libertação do país e pediu um Conselho Nacional Eleitoral conforme a Constituição.
- A opositora prepara a oitava tentativa de voltar à Venezuela para impulsionar um "grande acordo nacional".
- Segundo ela, a recuperação democrática pode reduzir a pressão migratória e atrair investimentos.
- Machado afirmou que, com Maduro preso pelos EUA, a estrutura de poder continua e responsabilizou Delcy Rodríguez pela crise.

