Governo Lula reajusta Bolsa Família em cerca de 15% e eleva piso para R$ 691

O governo federal anunciou um reajuste de aproximadamente 15% no Bolsa Família, elevando o piso do programa de R$ 600 para R$ 691. A medida foi formalizada por decreto presidencial e ocorre a poucos meses da eleição de outubro.
O valor mínimo de R$ 600 havia sido instituído na gestão de Jair Bolsonaro e foi mantido pelo governo Lula por meio da PEC da transição.
De acordo com números do Ministério do Planejamento, o impacto fiscal da medida é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027, o que soma cerca de R$ 27,8 bilhões até 2027.
O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, defendeu o reajuste. "Do ponto de vista fiscal, importante que a gente lembre que isso está sendo feito dentro das regras", afirmou.
O anúncio é feito em um momento de queda do presidente Lula nas pesquisas eleitorais. Analistas apontam que o reajuste às vésperas do pleito configura uma estratégia para tentar reconquistar popularidade junto ao eleitorado mais vulnerável, enquanto críticos classificam a iniciativa como um acionamento do "modo desespero" pelo Planalto.
Principais informações
- Piso do Bolsa Família sobe de R$ 600 para R$ 691, reajuste de cerca de 15%
- Medida foi formalizada por decreto presidencial
- Impacto fiscal estimado em R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027
- Ministro do Planejamento, Bruno Moretti, diz que aumento respeita as regras fiscais
- Anúncio ocorre a poucos meses da eleição de outubro, em meio à queda de Lula nas pesquisas

