Filhote de raposa-do-campo resgatado em Estrela do Norte é levado para recuperação em Assis

Filhote de raposa-do-campo resgatado em Estrela do Norte é levado para recuperação em Assis

A Polícia Militar Ambiental encaminhou para a Associação de Proteção de Animais Silvestres (Apass), em Assis (SP), um filhote de raposa-do-campo (Lycalopex vetulus) que havia sido resgatado em Estrela do Norte (SP). O transporte do animal foi feito na quarta-feira (7).

Uma médica veterinária de Estrela do Norte procurou a Polícia Ambiental, em Presidente Prudente (SP), na terça-feira (6), e relatou que moradores haviam levado até sua residência um filhote da espécie. Ela foi informada de que um gavião estaria carregando o filhote nas garras até soltá-lo.

Segundo a veterinária, o filhote tinha aproximadamente 40 dias e era macho. Os policiais contataram a Apass, que se dispôs a receber o animal, e uma equipe da Polícia Ambiental foi até Estrela do Norte buscar o filhote na casa da veterinária antes de transportá-lo para Assis.

Na entidade, veterinários e biólogos prestaram os primeiros atendimentos e constataram que o animal estava em boas condições de saúde. Quando estiver em condições, o canídeo será reintroduzido na natureza.

De acordo com a Polícia Ambiental, o graxaim-do-cerrado, também chamado de jaguamitinga ou jaguapitanga e erroneamente conhecido como raposinha ou raposinha-do-campo, é um canídeo endêmico do Brasil. Sua área de distribuição inclui Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e São Paulo, partes do Tocantins e da Bahia e uma pequena área entre Piauí, Ceará e Paraíba.

Apesar do nome, não se trata de uma raposa verdadeira, do gênero Vulpes. O animal pertence ao gênero Lycalopex, formado por canídeos mais relacionados ao lobo-guará, ao cachorro-do-mato e ao cachorro-vinagre. No Brasil, seu parente imediato é o graxaim-do-campo, nativo do Pampa, o que, segundo a corporação, torna preferível a designação graxaim-do-cerrado.

Conforme a polícia, a espécie assemelha-se a raposas devido à evolução convergente. Ainda assim, seu parente vivo mais próximo é a raposa-de-darwin, atualmente distante de sua zona de distribuição.

Os graxains-do-cerrado são pequenos, com focinho curto, dentes pequenos, pelagem curta e membros delgados. A cor é acinzentada, com a parte inferior do corpo creme ou fulva, e a cauda tem ponta preta e uma listra escura na superfície superior, que nos machos pode se estender até a nuca. Orelhas e patas são levemente avermelhadas e a mandíbula inferior é preta. Há relatos de indivíduos melanísticos. Pesam de 3 a 4 quilos, com cabeça e corpo entre 58 e 72 centímetros e cauda de 25 a 36 centímetros.

Principais informações

  • Filhote de raposa-do-campo foi resgatado em Estrela do Norte (SP) e levado para a Apass, em Assis (SP), na quarta-feira (7).
  • Moradores entregaram o animal a uma veterinária, que acionou a Polícia Ambiental em Presidente Prudente (SP) na terça-feira (6).
  • A veterinária foi informada de que um gavião carregava o filhote nas garras até soltá-lo.
  • O filhote era macho e tinha aproximadamente 40 dias; na Apass, foi avaliado em boas condições de saúde.
  • A espécie, também chamada de graxaim-do-cerrado, é um canídeo endêmico do Brasil e não uma raposa verdadeira.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *