Fachin nega afastamento de Gonet da PGR e Nikolas Ferreira ironiza a decisão

Fachin nega afastamento de Gonet da PGR e Nikolas Ferreira ironiza a decisão

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, rejeitou o pedido de afastamento do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e a decisão foi divulgada na quarta-feira 4. O deputado federal reeleito Nikolas Ferreira (PL-MG), autor da solicitação, reagiu com ironia nas redes sociais.

Nos stories do Instagram, o parlamentar compartilhou a notícia sobre a recusa de Fachin e escreveu: “Zero surpresas… mas a gente não desiste nunca”.

O pedido foi apresentado por Nikolas em setembro, quando repercutia a participação de Gonet em um evento em Londres patrocinado pelo Banco Master, de Daniel Vorcaro. O encontro teve degustação do uísque Macallan e as fotos circularam nas redes sociais. Em uma delas, o procurador-geral aparece fumando charuto ao lado do banqueiro.

Ao solicitar o afastamento, o deputado alegou que a foto e as conversas encontradas no celular de Vorcaro levantavam suspeitas sobre a relação entre o chefe do Ministério Público Federal e o dono do banco. Nikolas também pediu que o plenário do Supremo analisasse o caso.

Na decisão, Fachin afirma que o deputado não tem prerrogativa processual para exigir diretamente do STF a análise dos fatos. Segundo o magistrado, o Conselho Superior do Ministério Público considerou insuficientes os elementos apresentados para a abertura de uma investigação. “Não cabe a esta Suprema Corte, à luz dos elementos ora trazidos à colação, deliberar em sentido diverso”, escreveu Fachin no despacho.

Principais informações

  • Fachin negou o pedido de afastamento de Paulo Gonet da Procuradoria-Geral da República
  • Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu o afastamento em setembro e ironizou a decisão no Instagram
  • O pedido foi motivado por fotos de Gonet em evento em Londres patrocinado pelo Banco Master
  • Fachin afirmou que o deputado não tem prerrogativa processual para exigir a análise dos fatos pelo STF
  • O Conselho Superior do Ministério Público considerou insuficientes os elementos para abrir investigação

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