Equipe de Flávio Bolsonaro nega fim do Bolsa Família, taxa no Pix e corte na aposentadoria

A assessoria de imprensa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) negou que ele pretenda encerrar o Bolsa Família, taxar o Pix ou reduzir aposentadorias caso seja eleito. A manifestação foi enviada após a circulação, desde o início da semana, de mensagens em grupos e redes sociais que atribuíam ao senador o fechamento de Farmácias Populares, o fim do programa de transferência de renda e mudanças no tempo de aposentadoria.
Em nota, a equipe classificou as informações como desinformação e afirmou que se trata de "mentiras criminosas" usadas para manipular o eleitor. O texto também critica a gestão do PT, citando recordes negativos em criminalidade, endividamento, carga tributária, empresas quebradas e assassinatos de mulheres.
Sobre o Bolsa Família, a assessoria afirmou que o programa não será encerrado e que o candidato o considera um direito dos beneficiários. A proposta é manter os auxílios às famílias vulneráveis e vinculá-los a políticas de geração de emprego, capacitação profissional e autonomia financeira. Quanto ao Pix, a campanha declarou ser contra a criação de qualquer imposto ou taxa e defendeu a gratuidade do serviço, adotado no governo Jair Bolsonaro.
A equipe negou que Flávio Bolsonaro tenha dito que venderia a Petrobras. Segundo a assessoria, a diretriz econômica busca eficiência energética, redução da carga tributária e competitividade no setor de combustíveis, com o objetivo de baixar preços ao consumidor, o custo do frete, o gás de cozinha e os alimentos da cesta básica.
A assessoria afirmou que o candidato nunca defendeu o fim ou a privatização do SUS e que a gratuidade do atendimento público de saúde é um direito constitucional. O plano prevê a contratação de hospitais e clínicas privadas em horários ociosos para reduzir filas de exames, consultas e cirurgias, sem custo ao cidadão, além de prontuário eletrônico único, telessaúde e uso de inteligência artificial na prevenção e na gestão hospitalar.
Sobre a Farmácia Popular, a equipe disse que o candidato jamais declarou que acabaria com o programa e que a proposta é ampliar o acesso a medicamentos essenciais, incluindo a entrega em domicílio para idosos, pessoas com deficiência e doentes crônicos, sem custo.
A assessoria afirmou que idosos e pessoas com deficiência estão entre as prioridades do plano de governo, com ampliação de políticas de acessibilidade e moradia adaptada, como o projeto Casa Segura para Envelhecer, e expansão do atendimento especializado para idosos e pessoas com autismo e outras síndromes. Sobre o Benefício de Prestação Continuada, regulamentado pela LOAS, e as aposentadorias, a equipe declarou que são garantias constitucionais e que não haverá retirada de benefícios, com rigor na gestão dos recursos públicos para assegurar a sustentabilidade do sistema previdenciário e assistencial.
Na área trabalhista, a campanha disse que a prioridade é estimular a geração de empregos formais, ampliar o poder de compra e a liberdade econômica. Sobre a escala 6×1, Flávio Bolsonaro defende que a jornada seja definida por diálogo entre trabalhadores e empregadores, rejeitando medidas que possam provocar demissões em massa, fechamento de pequenos comércios ou aumento da informalidade. A assessoria afirmou que o 13º salário e a CLT serão mantidos, com todos os direitos constitucionais, e que as propostas buscam criar condições tributárias favoráveis para que micro e pequenas empresas formalizem funcionários com carteira assinada.
Principais informações
- A assessoria de Flávio Bolsonaro negou o fim do Bolsa Família e a criação de taxa sobre o Pix.
- A campanha afirmou que o SUS não será privatizado e que o atendimento gratuito é direito constitucional.
- A equipe disse que a Farmácia Popular será ampliada, com entrega de medicamentos em domicílio.
- BPC, aposentadorias, 13º salário, férias e demais direitos da CLT serão mantidos, segundo a assessoria.
- As respostas vieram após boatos circularem em grupos e redes sociais desde o início da semana.

