Ataque hacker ao Judiciário do Arizona expõe dados de 1,3 milhão de pessoas

Ataque hacker ao Judiciário do Arizona expõe dados de 1,3 milhão de pessoas

O sistema do Judiciário do Arizona, nos Estados Unidos, sofreu um ataque hacker que resultou no roubo de dados de 1,3 milhão de pessoas, segundo informou a Suprema Corte do Estado. De acordo com as autoridades, a invasão teria começado depois que um funcionário do tribunal abriu um link malicioso recebido por e-mail.

Entre as informações copiadas estavam dados de pessoas com multas e pagamentos de restituição pendentes relacionados a crimes e infrações de trânsito. Os registros abrangem um período de até 30 anos.

Os invasores também tiveram acesso a quase 30 mil registros de medidas protetivas, entre ativas e inativas, além de cerca de 150 mil relatórios de um conselho de acolhimento familiar. Esse órgão participa de casos envolvendo alegações de que pais ou responsáveis não têm condições de cuidar de crianças.

A equipe de tecnologia do tribunal interrompeu o ataque em um servidor de backup cerca de duas horas depois de identificá-lo, em 24 de setembro. As pessoas afetadas já começaram a ser notificadas.

Segundo um porta-voz da Suprema Corte do Arizona, até o momento não há evidências de que os dados roubados tenham sido utilizados ou compartilhados pelos responsáveis pelo ataque.

A Corte afirmou ainda que nenhum processo judicial foi afetado ou atrasado e que não houve alteração ou exclusão de registros. Informações sobre jurados, testemunhas e funcionários do tribunal também não teriam sido acessadas. O ataque segue sob investigação.

Principais informações

  • Ataque hacker ao Judiciário do Arizona roubou dados de 1,3 milhão de pessoas, segundo a Suprema Corte do estado.
  • A invasão teria começado quando um funcionário do tribunal abriu um link malicioso recebido por e-mail.
  • Foram copiados dados de multas e restituições pendentes, registros de até 30 anos, quase 30 mil medidas protetivas e cerca de 150 mil relatórios de acolhimento familiar.
  • A equipe de tecnologia interrompeu o ataque em um servidor de backup cerca de duas horas após identificá-lo, em 24 de setembro.
  • A Corte afirma que não há evidências de uso dos dados roubados, que nenhum processo foi afetado e que o caso segue sob investigação.

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