Monitoramento aponta perfil Dilma Bolada como origem de fake news sobre Nossa Senhora Aparecida

O monitoramento da campanha do PL identificou o influenciador Jeferson de Oliveira Monteiro, responsável pelo perfil "Dilma Bolada", como o ponto de partida do boato que atribuiu a Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Segundo a equipe de campanha, a primeira publicação rastreada foi feita às 21h50 de uma quarta-feira.
Na postagem, Jeferson afirmou que católicos não votam em nenhum Bolsonaro nem em candidato que queira retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira e rainha do país, e defendeu que Bolsonaro seja preso. A mensagem difundiu a informação falsa sobre a suposta intenção do candidato.
No dia seguinte, quinta-feira, 24, o assunto ganhou novo impulso depois que a jornalista Maria Cristina Fernandes, da GloboNews, mencionou um suposto movimento para retirar de Aparecida o título de padroeira. A proposta citada, no entanto, era de 2007, havia sido apresentada pelo então deputado Victório Galli e foi arquivada no ano seguinte. A emissora reconheceu o erro, corrigiu a informação e pediu desculpas.
Mesmo após a retratação, a desinformação continuou circulando. O TSE determinou a retirada de mais de mil publicações ligadas ao boato, e um dos posts identificados somou mais de 2,4 milhões de visualizações ao atribuir ao candidato a suposta intenção de retirar o título da santa.
Levantamento da Palver mostrou que 37% das mensagens relevantes sobre o tema trataram a informação falsa como verdadeira. A empresa monitorou publicações no Instagram, X, TikTok e Kwai, além de grupos públicos de WhatsApp e Telegram.
O pico da repercussão ocorreu em 25 de setembro, quando o assunto alcançou 735 menções para cada 100 mil mensagens nas redes sociais. No X, o índice chegou a 379 menções por 100 mil mensagens, um salto em relação às cerca de 50 registradas dois dias antes.
A análise da Palver apontou ainda que 73% das mensagens não neutras eram críticas a Flávio Bolsonaro. De acordo com a empresa, o episódio provocou uma onda de desconfiança entre católicos mesmo depois da correção feita pela GloboNews.
Principais informações
- Monitoramento da campanha do PL aponta o perfil "Dilma Bolada" como ponto de partida do boato sobre Flávio Bolsonaro e o título de padroeira.
- A proposta citada pela GloboNews era de 2007, do então deputado Victório Galli, e foi arquivada em 2008; a emissora corrigiu e pediu desculpas.
- O TSE ordenou a retirada de mais de mil publicações, e um post chegou a mais de 2,4 milhões de visualizações.
- Levantamento da Palver mostra que 37% das mensagens relevantes trataram a informação falsa como verdadeira.
- O pico foi em 25 de setembro, com 735 menções por 100 mil mensagens; no X, 73% das mensagens não neutras criticavam Flávio Bolsonaro.

