Relator no Conselho Superior do MPF vota contra investigação de Paulo Gonet no caso Master

O relator do procedimento do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF) que analisa mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, votou nesta sexta-feira, 25, contra a abertura de investigação sobre a conduta do procurador-geral da República, Paulo Gonet, cujo nome aparece nas comunicações examinadas.
O posicionamento foi apresentado pelo conselheiro Francisco de Assis Vieira Sanseverino, que afirmou não haver indícios suficientes que justifiquem apurar a atuação do PGR no chamado caso Master. Segundo o relator, faltam elementos mínimos para dar sequência a esse tipo de apuração.
Em seu voto, Sanseverino foi direto ao rejeitar o pedido: “Desde logo eu voto pelo indeferimento do pedido de designação do subprocurador-geral da República para conhecer da documentação antes mencionada”.
O conselheiro também detalhou os critérios que considera indispensáveis para uma investigação criminal. “Para dar início a uma investigação criminal, é necessário existir elementos mínimos de materialidade de autoria dos fatos. Em outra perspectiva, é também necessário examinar o fato e suas circunstâncias”, declarou.
O procedimento interno do CSMPF examina mensagens de Vorcaro e teve neste voto do relator um desfecho relevante para a avaliação da conduta de Gonet no caso.
Principais informações
- O relator do CSMPF votou contra investigar a conduta do PGR Paulo Gonet no caso Master
- O procedimento analisa mensagens de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master
- O conselheiro Francisco de Assis Vieira Sanseverino relatou o caso
- O relator afirmou não haver elementos mínimos de materialidade e autoria para abrir investigação criminal
- O voto rejeitou o pedido de designação de um subprocurador-geral para conhecer a documentação

