PIB da Argentina cresce 2% no 2º trimestre e supera projeções do mercado

A economia argentina cresceu 2% no segundo trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 17, pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O resultado ficou acima da projeção média do mercado, que apontava alta de 1,6%.
No primeiro trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) do país havia avançado 2,3%. O desempenho do segundo trimestre foi impulsionado principalmente pela pesca, que cresceu 44,7%, além da mineração e extração em pedreiras, segmento que inclui a exploração de hidrocarbonetos, com alta de 16,4%. Agricultura, pecuária, caça e silvicultura registraram expansão de 6,9%.
Em sentido oposto, a indústria manufatureira teve retração de 2,1% no período. A construção cresceu 0,2%, e o comércio se manteve estável.
As exportações argentinas subiram 13,7% na comparação anual e também contribuíram para o resultado do PIB. As importações recuaram 8,6%. Os investimentos tiveram a queda mais expressiva, de 11,1%, com destaque para máquinas e equipamentos (-15,2%) e equipamentos de transporte (-22,1%).
O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, comemorou o dado em publicação na rede social X e destacou que 13 dos 16 setores pesquisados pelo Indec tiveram alta em relação ao segundo trimestre de 2025.
O crescimento é mais um indicador positivo em meio ao programa de reformas do presidente Javier Milei. A inflação do país vem recuando desde o início do governo, em dezembro de 2023, e em agosto o índice desacelerou para 1,7%, o menor patamar desde junho do ano passado. A Argentina terá eleições gerais em outubro de 2027, e Milei já anunciou que será candidato a um segundo mandato.
Principais informações
- O PIB argentino avançou 2% no segundo trimestre, superando a projeção de 1,6% do mercado.
- No primeiro trimestre, a economia havia crescido 2,3%.
- Pesca (+44,7%), mineração e pedreiras (+16,4%) e agropecuária (+6,9%) lideraram as altas.
- A indústria manufatureira caiu 2,1% e os investimentos recuaram 11,1%.
- O ministro Luis Caputo comemorou o dado e citou alta em 13 dos 16 setores pesquisados pelo Indec.

