Supergirl vira fenômeno no streaming após fracasso nos cinemas e lidera em 23 países

Filme estrelado por Milly Alcock alcança o primeiro lugar entre os títulos mais assistidos da HBO Max em 23 países poucos dias após chegar à plataforma

O filme Supergirl, estrelado por Milly Alcock, encontrou no streaming uma segunda oportunidade. Depois de apresentar desempenho considerado decepcionante nas salas de cinema, a produção da DC ganhou força com sua chegada à HBO Max e alcançou o primeiro lugar entre os filmes mais assistidos da plataforma em 23 países.

O resultado chamou a atenção porque contrasta diretamente com a trajetória comercial do longa nos cinemas. A produção encerrou sua passagem pelas telonas com aproximadamente US$ 126,4 milhões de bilheteria mundial, diante de um orçamento estimado em US$ 170 milhões, sem considerar os gastos de divulgação.

Agora, poucos dias depois de chegar ao streaming, o filme passou a receber uma reação diferente de parte do público, com espectadores afirmando que a produção foi alvo de críticas excessivas durante sua passagem pelos cinemas.

Primeiro lugar em 23 países

De acordo com dados do FlixPatrol, Supergirl assumiu a liderança entre os filmes mais assistidos da HBO Max em 23 países logo após sua estreia na plataforma.

Entre os mercados em que o longa chegou ao primeiro lugar estão Reino Unido, Austrália, Espanha, Portugal, Bélgica, Holanda, Polônia, Suíça, Dinamarca, República Tcheca, Indonésia, Filipinas, Singapura, Taiwan e Tailândia.

No ranking mundial da plataforma, o filme alcançou a segunda posição, demonstrando que a produção conseguiu atrair uma audiência muito maior no streaming do que havia conseguido durante sua passagem pelos cinemas.

Uma segunda chance depois da bilheteria decepcionante

O desempenho comercial de Supergirl nos cinemas foi um dos principais pontos negativos associados ao lançamento.

O filme terminou sua trajetória mundial com aproximadamente US$ 126,4 milhões, valor inferior ao orçamento estimado de US$ 170 milhões.

Além da produção, ainda existem os custos relacionados à publicidade e distribuição, o que torna o resultado financeiro ainda mais desafiador para o estúdio.

A baixa bilheteria acabou alimentando a percepção de que o filme seria um fracasso. Nas redes sociais, críticas negativas passaram a circular antes mesmo de uma parcela significativa do público assistir à produção.

Com a chegada à HBO Max, porém, essa narrativa começou a mudar.

Público que não foi ao cinema agora está assistindo

Um dos aspectos mais curiosos da repercussão é que parte das pessoas que estão assistindo ao filme na HBO Max afirma ter evitado os cinemas justamente por causa das críticas negativas.

Comentários publicados por espectadores indicam surpresa com a diferença entre a expectativa criada antes da sessão e o que encontraram na tela.

Algumas discussões sobre o longa passaram a reunir avaliações positivas ou moderadamente favoráveis, com usuários atribuindo notas na faixa de 6 a 8 pontos e destacando principalmente a atuação de Milly Alcock.

Uma das discussões que ganhou repercussão questiona diretamente se o filme seria realmente tão ruim quanto a imagem construída durante seu lançamento nos cinemas.

Milly Alcock é um dos principais destaques

A atriz Milly Alcock, conhecida principalmente por interpretar a jovem Rhaenyra Targaryen em A Casa do Dragão, assume o papel de Kara Zor-El, a Supergirl.

A produção apresenta uma versão diferente da personagem, mais marcada pelas experiências traumáticas vividas antes de chegar à Terra.

Enquanto Superman foi criado em um ambiente familiar e protegido depois de ser enviado de Krypton, Kara passou parte da infância testemunhando a destruição e a morte em seu planeta de origem.

Essa diferença ajuda a explicar uma Supergirl menos idealista e mais agressiva, com uma personalidade bastante diferente daquela tradicionalmente associada à heroína.

A interpretação de Alcock é justamente um dos elementos que vêm sendo mais elogiados pelos espectadores que descobriram o filme no streaming.

História é inspirada nos quadrinhos de Tom King

O roteiro utiliza como uma das principais referências a minissérie em quadrinhos “Supergirl: Mulher do Amanhã”, escrita por Tom King e ilustrada por Bilquis Evely.

Na história, Kara está prestes a completar 21 anos e decide viajar pelo espaço para comemorar o aniversário de uma maneira diferente.

A jornada muda de rumo quando ela conhece Ruthye Marye Knoll, uma jovem alienígena que procura ajuda para se vingar do responsável pela morte de sua família.

A relação entre as duas passa a conduzir a narrativa e coloca Supergirl diante de uma missão que mistura aventura, vingança e dilemas morais.

Krypto também tem papel importante

Outro personagem que ganhou destaque na produção é Krypto, o supercão e companheiro de Supergirl.

O animal deixa de ser apenas um elemento cômico e passa a ter importância direta na história.

Quando Krypto é envenenado pelo vilão, Supergirl precisa encontrar uma forma de salvá-lo enquanto acompanha Ruthye em sua busca por justiça.

A situação acaba funcionando como um dos principais motores da aventura.

Lobo amplia o lado mais irreverente da história

O filme também apresenta Lobo, interpretado por Jason Momoa.

O personagem é um caçador de recompensas intergaláctico conhecido por sua personalidade violenta, irreverente e imprevisível.

A presença de Lobo amplia o tom de aventura espacial do filme e coloca Supergirl em contato com uma parte mais caótica do universo cósmico da DC.

A participação também chamou atenção pelo fato de Momoa já ser um rosto conhecido dentro do universo cinematográfico da DC, principalmente por ter interpretado Aquaman.

Filme apresenta uma Supergirl diferente

A nova versão da personagem se distancia da imagem tradicional de uma heroína sempre otimista e perfeitamente alinhada aos valores de esperança.

Kara aparece como alguém que carrega traumas profundos e que nem sempre demonstra paciência diante das expectativas impostas a um super-herói.

Essa característica faz parte da proposta de apresentar uma personagem diferente do Superman.

A produção explora justamente o contraste entre os dois primos: enquanto Clark Kent cresceu na Terra cercado por uma família que o acolheu, Kara teve uma infância marcada pela destruição de Krypton.

Críticas negativas influenciaram a percepção do público

Durante o período de lançamento nos cinemas, Supergirl foi cercado por uma onda de críticas negativas nas redes sociais.

Segundo a análise da Pipoca Moderna, parte dessa hostilidade surgiu antes mesmo de uma avaliação efetiva do filme por grande parte das pessoas que passaram a criticá-lo.

A baixa bilheteria posteriormente acabou reforçando a narrativa de fracasso.

No entanto, o desempenho no streaming começa a apresentar um cenário diferente: o público que finalmente assistiu ao filme passou a questionar se a produção realmente merecia a rejeição que recebeu.

Isso não significa que a recepção tenha se tornado unanimemente positiva. As opiniões continuam divididas, mas o crescimento da audiência demonstra que existe interesse significativo pela produção.

Um fenômeno comum no streaming

A mudança de percepção de Supergirl também mostra como o comportamento do público pode variar entre cinema e streaming.

Nos cinemas, um filme precisa convencer o espectador a comprar um ingresso e dedicar algumas horas exclusivamente à produção.

No streaming, a decisão é diferente. O assinante pode assistir em casa, interromper a sessão, retomar depois e descobrir um filme que anteriormente havia descartado.

Esse fator pode ajudar a explicar por que produções que tiveram desempenho abaixo do esperado nas bilheterias conseguem encontrar uma audiência maior posteriormente nas plataformas digitais.

O futuro de Supergirl

O desempenho da produção na HBO Max não altera os números obtidos nos cinemas, mas pode contribuir para fortalecer a personagem dentro do novo universo cinematográfico da DC.

A resposta do público no streaming também pode ser observada pelos executivos do estúdio na avaliação do interesse pela heroína e pela atriz Milly Alcock.

Por enquanto, o principal indicador é claro: Supergirl encontrou no streaming um público que não apareceu em número suficiente nas salas de cinema.

De fracasso a nova oportunidade

A trajetória de Supergirl ganhou, portanto, um novo capítulo.

Depois de uma passagem pelos cinemas marcada por baixa bilheteria e forte rejeição nas redes sociais, o filme chegou à HBO Max e rapidamente alcançou o primeiro lugar entre os filmes mais assistidos em 23 países.

A produção ainda está longe de transformar o resultado financeiro dos cinemas em sucesso, mas a resposta da plataforma mostra que a história pode ter sido diferente para uma parcela do público que simplesmente preferiu esperar pelo streaming.

O caso reforça uma realidade cada vez mais comum no mercado audiovisual: um filme pode fracassar nas bilheterias e, posteriormente, encontrar sua verdadeira audiência em uma plataforma de streaming.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *