Análise da PF sobre celular de Vorcaro foi feita em 72 horas e ainda pode revelar mais

O relatório da Polícia Federal que analisou um dos celulares apreendidos com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi produzido em 72 horas e, na avaliação dos próprios investigadores, não é exaustivo. O documento de 218 páginas foi finalizado em 27 de agosto, depois de o ministro André Mendonça determinar a apresentação de informações atualizadas sobre a apuração.
As mensagens que se tornaram públicas nesta terça-feira, com citações a Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues, podem representar apenas uma parte do que ainda está por ser revelado. A conclusão é extraída das ressalvas feitas pela equipe da PF no relatório.
O relatório atendeu a uma determinação de André Mendonça formalizada em despacho três dias antes. No texto, o magistrado exigiu que os delegados apresentassem, no prazo máximo de 72 horas, informações atualizadas sobre o andamento das apurações, notadamente sobre a identificação dos integrantes da suposta rede de influência e monitoramento gerenciada pelo ex-banqueiro.
Nas considerações finais, os investigadores registraram que, devido ao prazo reduzido, a análise não possui caráter exaustivo. Foram transcritas apenas as menções nominais diretamente identificadas aos envolvidos, sem prejuízo de outras citações ou referências indiretas ainda não detectadas pela equipe policial.
O relatório é assinado por três agentes e quatro delegados da PF. As ressalvas indicam que novas informações e nomes podem surgir nas próximas etapas se o material apreendido for analisado com mais tempo.
Principais informações
- Relatório da PF sobre celular de Daniel Vorcaro tem 218 páginas e foi concluído em 27 de agosto.
- A análise foi feita em prazo de 72 horas, determinado pelo ministro André Mendonça.
- A PF admite que o levantamento não é exaustivo e que pode haver citações ainda não detectadas.
- As mensagens divulgadas citam Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, Paulo Gonet e Andrei Rodrigues.
- Três agentes e quatro delegados da PF assinam o relatório.

