PF apura tráfico de influência em mansão frequentada por Lulinha e ministros

PF apura tráfico de influência em mansão frequentada por Lulinha e ministros

A Polícia Federal investiga uma mansão de luxo em Brasília usada pela lobista Roberta Luchsinger como base para encontros com empresários e autoridades. O imóvel, alugado em meados de 2024, é alvo de inquérito sobre tráfico de influência e corrupção e recebia Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

Mensagens analisadas pela PF mostram que Lulinha atuava em parceria com empresários e lobistas, entre eles Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O grupo teria buscado contratos milionários com o Ministério da Saúde para medicamentos à base de canabidiol, iniciativas abandonadas após o escândalo do INSS.

A lista de visitantes da mansão inclui os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Wellington Dias (Desenvolvimento Social) e Frederico Siqueira (Comunicações), além de Swedenberger Barbosa, chefe-adjunto do gabinete presidencial, e Marco Aurélio Santana, ex-chefe de gabinete. Os irmãos Kalil e Fernando Bittar, sócios de Lulinha, também frequentavam o local.

Um funcionário do condomínio afirmou que a orientação era não registrar as visitas. Segundo ele, Lulinha aparecia de bermuda e sem camisa nos jardins da propriedade, que fica a 8 quilômetros do Palácio do Planalto.

Em uma das conversas, Roberta convidou o chefe de gabinete da Presidência para um churrasco na mansão, dizendo que o presidente estaria em Brasília no dia seguinte. Ela também pediu que 'Berger' fosse levado ao local, a pedido de Lulinha.

O aluguel do imóvel foi assinado pelo dentista Rafael Nicolau Arbex, amigo de Fernando Bittar, que afirmou ter cedido o nome por um imprevisto de Roberta. As despesas, que chegavam a R$ 100 mil mensais, eram pagas pela lobista, com suspeita de que empresários bancavam os valores.

Em mensagens, Roberta dizia esperar faturar até R$ 100 milhões em 2024 e afirmava ter proximidade com o presidente Lula. Ela teria dito que foi uma das poucas pessoas chamadas por Lula para escolher uma função no governo, e que ela e Lulinha eram uma só pessoa, com o filho do presidente entrando em campo apenas quando necessário.

A PF aponta Lulinha, Fernando Bittar e Roberta como integrantes de um suposto grupo oculto que negociava influência e oferecia acesso a órgãos públicos. Além do canabidiol, as tratativas incluíam portos, aeroportos e empresas públicas.

Principais informações

  • PF investiga mansão em Brasília usada por lobista ligada a Lulinha.
  • Ministros e assessores de Lula frequentavam o imóvel.
  • Grupo teria negociado contratos de canabidiol com o Ministério da Saúde.
  • Aluguel de R$ 100 mil mensais era pago pela lobista, com suspeita de patrocínio de empresários.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *