Polícia Federal deflagra duas operações contra fraude de R$ 86 milhões no INSS

A Polícia Federal realiza nesta terça-feira, 25, duas operações contra grupos suspeitos de fraudar benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As ações ocorrem na Bahia, em Minas Gerais e no Espírito Santo e miram esquema que teria causado prejuízo de mais de R$ 86 milhões à União.
Em Salvador, a Operação Representantes Ilegal cumpre dois mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária. Até o momento, foram identificados 97 benefícios fraudados, que geraram pagamentos de aproximadamente R$ 3,5 milhões. A estimativa é de que, se a fraude continuasse, o prejuízo chegaria a R$ 99 milhões.
A investigação começou há cerca de quatro meses, depois que movimentações suspeitas foram detectadas nos sistemas do INSS em uma agência da Previdência Social na capital baiana. A ação tem participação da Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Previdência Social.
A outra operação, chamada Leste do Espinhaço, cumpre 91 medidas judiciais em dez cidades de Minas Gerais e do Espírito Santo. Foram expedidos 22 mandados de prisão preventiva, 33 de busca e apreensão e 33 medidas para bloquear ou recuperar bens dos investigados. A apuração identificou 457 benefícios fraudados, dos quais 240 ainda estavam ativos.
Segundo a PF, os suspeitos criavam identidades fictícias e usavam documentos falsos, como certidões de nascimento, documentos de identidade e comprovantes de residência, para obter benefícios. A maior parte dos casos envolvia benefícios destinados a idosos de baixa renda. As medidas desta terça-feira buscam interromper os pagamentos irregulares, obter novas provas e identificar outros envolvidos. Os investigados poderão responder por estelionato qualificado, associação criminosa e outros crimes.
Principais informações
- PF deflagra duas operações contra fraudes no INSS na Bahia, Minas Gerais e Espírito Santo.
- Prejuízo estimado é de mais de R$ 86 milhões aos cofres da União.
- Na Bahia, 97 benefícios fraudados geraram pagamentos de R$ 3,5 milhões.
- Em Minas e no Espírito Santo, 457 benefícios foram fraudados, 240 ainda ativos.
- Suspeitos usavam documentos falsos e identidades fictícias para solicitar benefícios.

