Coluna da Revista Oeste diz que PGR quer enviar caso Lulinha à primeira instância

A Revista Oeste publicou coluna em que afirma que a Procuradoria-Geral da República (PGR) tenta transferir para a primeira instância as investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com o texto, a PGR alega que ele não tem foro privilegiado, o que contrariaria a atuação do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
A coluna questiona por que a PGR não teria tomado a mesma medida em relação aos condenados de 8 de janeiro e afirma que vazamentos para a imprensa indicam que Lulinha estaria envolvido em esquema que teria lesado aposentados e pensionistas.
O texto cita reportagem dos jornalistas Laryssa Borges e Ricardo Chapola, que tiveram acesso à investigação da Polícia Federal, segundo a qual Lulinha, Fernando Bittar e a lobista Roberta Luchsinger mantinham um grupo de WhatsApp chamado "Musaranhos". Nesse grupo, eles discutiam negócios em andamento com o governo e projetavam ganhos financeiros.
De acordo com a coluna, Roberta Luchsinger teria alugado uma mansão em Brasília para Lulinha por meio de um suposto laranja e pago contas para o chefe de gabinete de Lula, identificado como Marcola. A coluna afirma que ela foi colocada em contato com um petista no Ministério da Saúde, Berger, para viabilizar um contrato de fornecimento de remédios à base de canabidiol.
A coluna transcreve mensagens atribuídas ao grupo, nas quais Roberta escreve "Pousei. Vou lá no Berge" e Lulinha responde "Que ótimo. Vai com tudo. Manda bjo pro Berge e fala que não fui pq vc não chamou". Em outra, a lobista afirma: "Precisamos 100% do Berger".
Em mensagem de 2024 enviada a Gustavo Gaspar, Roberta Luchsinger teria afirmado que Lula a chamou e perguntou onde ela queria ficar, e que ela respondeu "onde eu tô". Ela também teria dito que "Fabio e eu somos uma coisa só" e que "Fábio não faz nada. Ele só entra em campo qdo precisa. Tem q se preservar".
A coluna levanta questionamentos sobre se Lula convidou a lobista para integrar o governo, se ela era sócia oculta de Lulinha e se o presidente sabia dessa suposta sociedade.
Principais informações
- Coluna da Revista Oeste afirma que PGR tenta transferir caso Lulinha para a primeira instância.
- Texto menciona investigações da PF sobre suposto tráfico de influência envolvendo o filho de Lula.
- Mensagens de WhatsApp citam contatos com chefe de gabinete e possível contrato de canabidiol.
- Lobista Roberta Luchsinger teria dito que Lula a chamou para escolher onde ficar no governo.
- Publicação questiona se presidente sabia de suposta sociedade oculta.

