Justiça de SP autoriza remoção de tornozeleira eletrônica de ‘Japa do PCC’
A Justiça de São Paulo autorizou a retirada da tornozeleira eletrônica de Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como 'Japa do PCC'. O dispositivo foi removido na manhã desta quarta-feira (19), um dia depois de o Tribunal de Justiça de São Paulo acolher pedido da defesa. Ela estava em prisão domiciliar desde o fim de fevereiro de 2024.
Com a nova decisão, a única restrição imposta a Karen é a proibição de deixar o estado sem autorização prévia de um juiz. A informação foi confirmada à CNN Brasil pelo advogado dela. A defesa afirma que o fundamento foi a demora de dois anos e meio do delegado para concluir o inquérito.
Karen foi indiciada em novembro de 2025 por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Segundo a Polícia Civil, ela operava na lavagem de recursos do PCC em cidades da Baixada Santista, como Santos, Cubatão e Guarujá, além da capital paulista. Os investigadores apontam que ela seria responsável por lavar grande parte do dinheiro da facção na região.
O esquema envolvia comércios do setor de beleza, negócios imobiliários e uma empresa do irmão dela. O pai de Karen também é suspeito de participar. O delegado-geral Artur Dian afirmou que relatórios financeiros indicam que a suspeita movimentava milhões de reais da facção para ocultar a origem do dinheiro do tráfico de drogas.
Viúva do líder do PCC Wagner Ferreira da Silva, o 'Cabelo Duro', executado em 2018, Karen teria assumido os negócios do marido na organização. A investigação começou em junho de 2023, em Praia Grande. Na prisão, foram encontrados com ela um carro de luxo, mais de R$ 1 milhão em espécie e US$ 50 mil.
À Polícia Civil, Karen disse desconhecer as atividades ilícitas do marido, afirmou nunca ter recebido valores dele e declarou não conhecer integrantes de organizações criminosas.
Principais informações
- Tornozeleira eletrônica de 'Japa do PCC' foi removida após decisão do TJ-SP.
- Karen está em prisão domiciliar desde fevereiro de 2024 e agora só não pode deixar o estado sem aval judicial.
- Ela foi indiciada por lavagem de dinheiro e associação criminosa pelo suposto esquema do PCC na Baixada Santista.
- Defesa alega demora de dois anos e meio na conclusão do inquérito.
- Karen é viúva de 'Cabelo Duro', líder do PCC executado em 2018.

