Crédit Mutuel Arkéa diz ter sofrido ataque hacker com desvio estimado em R$ 615 milhões

Crédit Mutuel Arkéa diz ter sofrido ataque hacker com desvio estimado em R$ 615 milhões

O banco francês Crédit Mutuel Arkéa informou na noite desta quarta-feira, 4, ter sido alvo de um ataque hacker. Segundo o portal Franceinfo, que citou uma fonte próxima do caso, o desvio passa de € 100 milhões, o equivalente a cerca de R$ 615 milhões. A instituição não confirmou o valor.

O investigador independente ZachXBT, especializado no rastreamento de criptomoedas, estima o prejuízo em mais de US$ 133 milhões, algo próximo de € 118 milhões.

O Ministério Público de Paris abriu investigação a partir de uma queixa apresentada pelo próprio banco, que afirmou ter conseguido bloquear parte do dinheiro desviado.

De acordo com o Crédit Mutuel Arkéa, os criminosos usaram a conta da própria instituição para fazer transações com outras instituições financeiras e, por meio de plataformas especializadas, converter os valores em criptomoedas.

Em nota à imprensa, o banco declarou que a situação está sob controle e que as operações estão sendo retomadas, além de garantir que o dinheiro dos clientes não foi afetado. A instituição afirmou que acionou as autoridades competentes e de supervisão assim que detectou o ataque, seguindo os procedimentos habituais.

O Crédit Mutuel Arkéa também sustentou que o prejuízo não ameaça sua saúde financeira e que suas equipes continuam mobilizadas para medir com precisão as consequências do ataque e reforçar os mecanismos de segurança.

O episódio ocorre poucos dias depois de a corretora de criptomoedas Binance sofrer o roubo de US$ 6,3 bilhões em criptoativos, o maior da história do setor. O FBI, polícia federal norte-americana, atribuiu a invasão a um grupo de hackers da Coreia do Norte, acusação que o regime norte-coreano nega.

Principais informações

  • Crédit Mutuel Arkéa anunciou nesta quarta-feira, 4, ter sofrido um ataque hacker.
  • Franceinfo aponta desvio superior a € 100 milhões (cerca de R$ 615 milhões), montante não confirmado pelo banco.
  • Criminosos usaram a conta da própria instituição e converteram os valores em criptomoedas.
  • O Ministério Público de Paris abriu investigação a partir de uma queixa do banco.
  • A instituição afirma que o dinheiro dos clientes não foi afetado e que o prejuízo não ameaça sua saúde financeira.

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