IFMS tem 12 pedidos de proteção de tecnologias e aponta falta de recursos para produção em escala

IFMS tem 12 pedidos de proteção de tecnologias e aponta falta de recursos para produção em escala

O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) contabiliza 12 pedidos de proteção de tecnologias desenvolvidas em seus laboratórios, mas enfrenta dificuldades para atrair parceiros e obter recursos que permitam a produção em escala. O levantamento foi detalhado nesta quarta-feira (4), Dia do Inventor.

Segundo o instituto, apenas uma armação de óculos modificável já teve o registro concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Os outros 11 pedidos seguem em análise técnica. Do total de projetos, dois já são aplicados na comunidade e os demais permanecem na fase de protótipo.

O principal obstáculo para levar esses projetos ao mercado, de acordo com o IFMS, é a captação de fomento externo para ampliar a fabricação. O instituto busca empresas interessadas em financiar a produção em larga escala, em um processo que passa pelo registro da propriedade intelectual antes da oferta ao mercado.

As primeiras versões das invenções são testadas em espaços como o IFMaker, que disponibiliza ferramentas como impressoras 3D e máquinas de corte a laser. As pesquisas são orientadas por demandas identificadas na comunidade e por estudos acadêmicos.

Um dos exemplos é uma máquina elétrica projetada para abrir a casca dura do baru e permitir a retirada da castanha. O projeto atende a uma demanda da Cooperativa de Produção e Comercialização da Rede dos Produtores Orgânicos de Mato Grosso do Sul (Cooperapoms), de Dourados, e da Associação de Produtores Orgânicos de Mato Grosso do Sul (Apoms), de Glória de Dourados. Estudantes trabalham na automação do equipamento, com a criação de um alimentador automático, porque a alimentação manual foi testada e se mostrou pouco eficaz e insegura.

Outra tecnologia já aplicada é um sistema de piscicultura que usa tanques de geomembrana com aeração e circulação de água. O sistema é utilizado em uma comunidade indígena em Ponta Porã para facilitar a produção local de peixes.

Entre as novas frentes de pesquisa do instituto estão o uso de drones com inteligência artificial para detectar pragas e plantas daninhas em lavouras de soja e áreas de silvicultura, além do desenvolvimento de uma estação meteorológica de baixo custo que monitora chuva, temperatura e umidade e disponibiliza os dados via internet.

Principais informações

  • O IFMS soma 12 pedidos de proteção de tecnologias, dos quais apenas um teve registro concedido pelo INPI
  • O principal obstáculo apontado é a captação de fomento externo para ampliar a fabricação
  • Dois projetos já são aplicados na comunidade; os demais estão em fase de protótipo
  • Entre as invenções estão uma máquina para abrir a casca do baru e um sistema de piscicultura em tanques de geomembrana
  • O instituto também pesquisa drones com IA para detectar pragas e uma estação meteorológica de baixo custo

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *