Ataques cibernéticos atingem aplicativos de alerta antiaéreo na Ucrânia e na Rússia

Ataques cibernéticos atingem aplicativos de alerta antiaéreo na Ucrânia e na Rússia

A Ucrânia e a Rússia relataram ataques cibernéticos contra seus aplicativos de alerta na noite deste domingo, 1º, e na madrugada seguinte. As ferramentas avisam a população sobre mísseis e drones e orientam a busca por abrigos.

De acordo com o material divulgado, trata-se da primeira invasão hacker dessa escala desde o início do conflito. O episódio atingiu um dos principais canais de comunicação das autoridades com a população.

Em Kiev, celulares emitiram notificações incomuns durante cerca de uma hora. Os moradores receberam avisos sobre radiação nuclear, ataques químicos e combates nas ruas.

Os alertas falsos começaram às 22h47, com a mensagem: “Ameaça de radiação. Risco de radiação declarado em Kiev.” No minuto seguinte, o aplicativo enviou um texto em russo no qual mencionava o Oreshnik, míssil balístico desenvolvido pela Rússia, e dizia que haveria um alerta nuclear em todo o país, pedindo que a população não se preocupasse.

Às 22h49, as notificações anunciaram ameaças químicas e combates nas ruas e orientaram os moradores a permanecer em casa. Às 23h53, o serviço enviou um aviso de encerramento do alerta.

As autoridades ucranianas comunicaram a invasão pelo Telegram em menos de uma hora. Em seguida, o canal oficial informou que “partes não autorizadas” invadiram o sistema, suspendeu a plataforma e orientou os usuários a ignorar links recebidos em “notificações suspeitas”.

A Força Aérea da Ucrânia afirmou que o aplicativo de alerta aéreo “provavelmente sofreu uma interferência hostil” e negou risco de radiação. “Não há ameaça de radiação! Mantenham a calma e acompanhem nossas atualizações em nosso canal”, comunicou.

Na Rússia, o Ministério de Situações de Emergência confirmou a invasão de seu aplicativo nesta segunda-feira, 2. A pasta retirou a ferramenta do ar temporariamente, mas manteve os alertas por SMS, transmissões, sirenes e alto-falantes. O ministério não apontou suspeitos.

Segundo a imprensa ucraniana, o grupo cibernético ucraniano Atesh assumiu a autoria dos envios na Rússia. As mensagens também continham ameaças nucleares.

Principais informações

  • Aplicativos de alerta da Ucrânia e da Rússia foram invadidos entre domingo e segunda-feira
  • Em Kiev, mensagens falsas citaram radiação, ataques químicos e combates nas ruas
  • Uma das notificações, em russo, mencionou o míssil balístico Oreshnik
  • A Ucrânia suspendeu a plataforma e atribuiu o episódio a uma interferência hostil
  • A Rússia tirou o app do ar, manteve alertas por SMS e sirenes e não apontou suspeitos

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