Flávio Bolsonaro diz que Globo “tem medo” e que entrevista não foi ao ar sem cortes

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou neste domingo (1º) uma nota em que afirma ter sido procurado pela TV Globo para uma entrevista exclusiva, mas que o acordo não avançou porque a emissora não aceitou exibir a conversa na íntegra. Ele é descrito no texto como ex-candidato à Presidência.
Segundo o parlamentar, ele aceitou o convite com uma condição: que o conteúdo fosse transmitido sem cortes e sem temas proibidos. Ainda de acordo com Flávio, a emissora preferiu não levar a entrevista adiante.
O senador afirmou esperar que o programa Fantástico exiba uma longa reportagem sobre ele e reclamou que não terá direito de resposta. "Se o maior grupo de comunicação do Brasil está com MEDO, não tem a menor condição moral de me julgar ou tentar destruir minha reputação", escreveu.
Na nota, Flávio sustenta que foi procurado por vários veículos ao longo da semana, entre eles a Rede Globo. Ele declarou não se arrepender de nada do que fez e usou como reflexão uma frase do ministro Cristiano Zanin, de 7 de agosto de 2016: "Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Direitos Humanos."
O texto traz a frase "Não sai do Brasil, sai pelo Brasil!". Nele, o senador diz ter sonhado com a mudança do país para melhor.
Flávio relata que, no domingo da eleição, apenas sete minutos após o anúncio do resultado, já havia uma decisão judicial com medidas cautelares contra ele, que classifica como baseada em mentiras. Doze horas depois, segundo o relato, foi intimado no meio da rua ao deixar a casa do presidente Bolsonaro, situação que descreve como o início de uma perseguição.
Ele afirma que a cena ocorreu diante do olhar de um pai com comorbidades, condenado a mais de 27 anos de prisão "sem ter cometido crime algum". Segundo o senador, esse pai também sofre pela distância de outro filho, que não vê há mais de um ano e meio.
Flávio classifica a perseguição como ilegal e arbitrária, afirma que isso "não é democracia" e que está "muito longe de ser um processo judicial justo e imparcial". Ele diz ainda que não será alvo de "um juiz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta".
O senador também criticou o que classificou como tentativa de destruir sua reputação e disse viver em um país onde pode manifestar livremente sua opinião.
Por fim, Flávio anunciou que dará entrevistas a outros veículos nos próximos dias, entre grandes nomes nacionais e internacionais, para tratar dos acontecimentos recentes após o pleito realizado em 25 de outubro. Ele promete falar "sem cortes, sem filtro" e completa: "Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil".
Principais informações
- Flávio Bolsonaro afirma que a TV Globo não aceitou exibir a entrevista sem cortes e sem temas proibidos
- O senador diz esperar uma longa reportagem do Fantástico sobre ele, sem direito de resposta
- Ele afirma ter sido procurado por vários veículos durante a semana, incluindo a Rede Globo
- Na nota, relata decisão judicial e intimação logo após o resultado da eleição
- Flávio anunciou entrevistas a veículos nacionais e internacionais nos próximos dias, "sem cortes, sem filtro"

