Fala de Haddad em Davos sobre boicote a empresas volta à tona após PT acionar PGR, PF e MPT

Uma declaração do então ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), feita em janeiro de 2023 durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, voltou a circular depois que parlamentares do PT acionaram a Procuradoria-Geral da República, a Polícia Federal e o Ministério Público do Trabalho.
Segundo o material, os parlamentares pediram a investigação de listas que expõem estabelecimentos e profissionais apontados como eleitores de Lula, com incentivo a boicotes e demissões. Aliados do PT buscam, agora, denunciar quem tem boicotado empresas de apoiadores.
Em Davos, Haddad defendeu que os consumidores pressionassem empresas por meio de suas escolhas e citou a reação de brasileiros a companhias que apoiaram o governo de Jair Bolsonaro (PL). “É como consumidores nós temos condição de pressionar”, afirmou.
O ministro também disse que deixou de comprar produtos de empresas que, segundo ele, não demonstravam compromisso com determinadas questões políticas e sociais. “No Brasil, em função do engajamento de algumas empresas com o governo extremista que foi derrotado, muita gente deixou de consumir os produtos dessas empresas no Brasil”, declarou.
Haddad relatou ainda que observa o posicionamento das companhias antes de realizar suas compras. “Eu sou um que não consumo sem prestar atenção de quem que eu tô adquirindo o produto. Eu não compro nem um, nem um palito de fósforo de uma empresa que não tenha compromissos com essas questões”, disse.
Principais informações
- Haddad defendeu em Davos, em janeiro de 2023, que consumidores pressionem empresas por meio de suas escolhas.
- Ele afirmou não comprar "nem um palito de fósforo" de empresa sem compromisso com determinadas questões políticas e sociais.
- A fala voltou a circular após parlamentares do PT acionarem PGR, Polícia Federal e Ministério Público do Trabalho.
- Os pedidos de investigação tratam de listas que expõem estabelecimentos e profissionais apontados como eleitores de Lula.

