Sóstenes critica ação da PF na sede do PL e questiona medidas contra Flávio Bolsonaro

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou nesta terça-feira, 27, a atuação da Polícia Federal em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A manifestação ocorreu após a PF ir à sede do partido. Em publicação no X, ele questionou se as medidas contra o parlamentar fazem parte do funcionamento normal da Justiça ou se configuram uma coincidência.
Segundo Sóstenes, a PF se dirigiu à sede do PL à procura de Flávio. O deputado associou a diligência às medidas judiciais impostas ao senador depois do segundo turno da eleição presidencial, disputa vencida por Lula (PT).
Na publicação, o líder do PL afirmou que, após uma eleição marcada por questionamentos, as ações contra quem fez oposição começaram assim que o resultado saiu. Ele citou a entrega de passaporte, a proibição de deixar o país e a presença da PF na sede do partido, todas ocorridas em poucas horas.
A reação ocorre depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar que Flávio entregasse os passaportes comum e diplomático, além de proibi-lo de deixar o país. O prazo para a apresentação dos documentos terminou na manhã desta terça-feira sem que a entrega fosse registrada.
A PF cancelou os passaportes do senador em seu sistema e deve comunicar o descumprimento da ordem ao ministro. A corporação também apura informações sobre uma possível saída de Flávio do Brasil, mas não havia confirmação oficial de que ele tivesse deixado o país.
Flávio é investigado no STF em um caso que envolve suspeitas de lavagem de dinheiro relacionadas a negócios com o advogado Willer Tomaz. As medidas cautelares foram determinadas no âmbito dessa investigação.
Principais informações
- Sóstenes Cavalcante criticou a PF após diligência na sede do PL.
- Ele questionou se as medidas contra Flávio Bolsonaro são coincidência.
- Alexandre de Moraes ordenou a entrega dos passaportes e proibiu Flávio de deixar o país.
- O prazo terminou sem registro de entrega e a PF cancelou os passaportes no sistema.
- O senador é investigado no STF por suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas a negócios com Willer Tomaz.

