Tarcísio nega crise no transporte em SP e diz que Lula faz acusações sem provas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste domingo, 25, dia de votação, que o presidente Lula usa denúncias sem provas sobre o transporte público paulista para justificar uma derrota eleitoral. Segundo o governador, ônibus, trens e metrô circulam normalmente na capital e não há motivo para ampliar o horário de votação.
Tarcísio disse que o sistema opera de acordo com a demanda e que o monitoramento feito pelo governo não identifica filas nem aglomerações nos terminais e estações. Ele também criticou a forma como as declarações do presidente têm sido tratadas pela imprensa, cobrando que a exigência de provas valha para todos os políticos.
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) seguiu a mesma linha e afirmou que os ônibus da capital circulam normalmente e que a oferta de coletivos supera a procura. De acordo com ele, a Prefeitura acompanha a operação e mantém a quantidade de veículos usada nos dias úteis.
Nunes rebateu a denúncia de que a gestão municipal e a SPTrans descumprem decisão judicial que determinou a circulação de 100% da frota operacional. A ordem foi emitida na sexta-feira, 23, e prevê multa pessoal de R$ 100 mil para o prefeito e para o presidente da empresa.
Já a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, pediu ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) a extensão da votação por duas horas na capital. A petição argumenta que uma eventual redução da oferta de ônibus pode dificultar o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.
Até o momento, não havia confirmação de que o tribunal tivesse aceitado o pedido.
Principais informações
- Tarcísio de Freitas disse que o transporte público opera normalmente na capital paulista no dia da votação
- O governador acusou Lula de fazer acusações sem provas e descartou estender o horário de votação
- O prefeito Ricardo Nunes afirmou que a frota de ônibus é suficiente e supera a demanda
- A decisão judicial de sexta-feira, 23, exige 100% da frota operacional, com multa de R$ 100 mil
- PT, PCdoB e PV pediram ao TRE-SP duas horas adicionais de votação na capital

