Diretor do Paraná Pesquisas chama de fraude ponderação por abstenção em pesquisas de segundo turno

O diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, classificou como fraude o uso de dados de abstenção na definição de resultados de pesquisas eleitorais. A crítica foi feita em meio à disputa apertada do atual segundo turno, entre Flávio Bolsonaro e Lula.
Para Hidalgo, a abstenção é imprevisível e não deve servir de base para ponderação. “Fazer ponderação em pesquisas sobre quem vai votar ou não, é fraude. Abstenção é imprevisível. Não se pode considerar”, afirmou.
O diretor sustenta que esse tipo de cálculo deixa os institutos livres para apontar o cenário que desejarem. “Com abstenção, eu coloco o resultado que eu quiser”, disse.
Hidalgo citou como exemplo um procedimento adotado recentemente por um grande instituto contratado por um veículo de imprensa, sem especificar quais empresas seriam.
Os institutos que medem o impacto da abstenção defendem o método. Segundo eles, esse fator se tornou um dos principais para aumentar a precisão dos levantamentos e aproxima os resultados das pesquisas do que é apurado pelas urnas eletrônicas.
A polêmica ocorre em um segundo turno marcado por levantamentos com cenários bastante distintos entre si. Conforme o texto, essa variação depende das relações no meio político de cada empresa responsável pelas pesquisas.
Principais informações
- Murilo Hidalgo, diretor do Paraná Pesquisas, chama de fraude a ponderação por abstenção em pesquisas
- Ele afirma que a abstenção é imprevisível e não pode ser considerada
- Segundo Hidalgo, o método permite ao instituto apontar o resultado que quiser
- Institutos que usam a abstenção dizem que o método aumenta a precisão e aproxima as pesquisas das urnas
- A discussão ocorre em meio a um segundo turno com pesquisas de cenários variados

