Campanha de Lula pede ao TSE cassação da chapa de Flávio Bolsonaro e ação contra a Meta

A campanha do presidente Lula (PT) vai pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da chapa do adversário Flávio Bolsonaro (PL), sob a alegação de suposto favorecimento da Meta. O anúncio foi feito pelo coordenador político da campanha, senador Camilo Santana (PT-CE), segundo o qual o pedido seria protocolado ainda nesta quarta-feira (21/10). A campanha também pretende acionar a empresa na Justiça Eleitoral.
A decisão foi tomada após uma reunião das campanhas no TSE com representantes da bigtech. No encontro, a empresa prestou esclarecimentos sobre a suspeita de tratamento diferente nas ferramentas da Meta.
Entre os pontos apontados pela campanha petista está uma ferramenta de inteligência artificial que criou imagens favoráveis a Flávio e bloqueou a mesma função para o candidato petista. A campanha também relatou dificuldade para impulsionar conteúdos pagos nas redes sociais.
“Setor jurídico da campanha está entrando com todas as ações contra a candidatura e contra a Meta. Hoje mesmo. Estamos entrando hoje”, afirmou Camilo Santana.
A Meta negou qualquer interferência no processo eleitoral ou favorecimento político e atribuiu os problemas relatados a falhas técnicas.
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, afirmou que a atuação da Meta durante as eleições é motivo de grande preocupação em um mundo democrático e que o governo não vai aceitar interferência no processo. “A interferência das big techs nas eleições, na democracia dos países. Nós não vamos aceitar esse tipo de coisa”, declarou.
O TSE, porém, já havia descartado interferência externa no pleito deste ano. Em 4 de outubro, dia do primeiro turno, o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, disse que o tribunal não registrou nenhum tipo de interferência. A declaração tratou de atuação estrangeira e não abordou o caso da Meta.
Principais informações
- Camilo Santana anunciou pedido de cassação da chapa de Flávio Bolsonaro, com protocolo previsto para esta quarta-feira (21/10).
- A campanha petista também vai acionar a Meta na Justiça Eleitoral.
- A legenda aponta criação de imagens por IA favoráveis ao adversário e bloqueio da mesma função para o candidato petista, além de dificuldade para impulsionar conteúdo pago.
- A Meta nega interferência política e atribui os problemas a falhas técnicas.
- O TSE já havia descartado interferência externa no pleito, segundo declaração de Kassio Nunes Marques em 4 de outubro.

